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06/04/2011

A maior mudança no mundo das buscas desde o surgimento do Google


A era das palavras-chaves, caixas de texto e listas de links está para acabar. Em seu lugar, novas plataformas que ofereçam soluções imediatas para o usuário.

Essas são algumas das considerações levantadas pelo colunista de tecnologia Chris O'Brien, do site MercuryNews.com, após ouvir opiniões de pessoas inteiradas no assunto que indicam o mesmo caminho.


“Estamos vendo o pico e o declínio da busca indexada”, disse Roger McNamee, da empresa de investimentos Elevation Partners.

“Os ciclos de inovação do Google estão acelerando”, disse Amit Singhal, funcionário do Google que trabalha com qualidade de buscas. “Mas estamos apenas começando na nova geração das buscas”.

“Penso que a área de buscas, como a conhecemos, será a área tecnológica que mais rapidamente mudará na próxima década”, disse ao colunista o diretor do buscador da Microsoft, Bing, Stefan Weitz.



O mundo das buscas está se transformando e se dividindo em inúmeras direções simultaneamente, aponta O’Brian. 


Os aplicativos para smartphones, por exemplo, possuem todo um banco de dados particular, alheio aos buscadores, e oferecem soluções de bate-pronto para os usuários. Como os aplicativos que indicam onde há restaurantes perto de onde você está e os que permitem a leitura de sinopses e compras de ingressos para filmes em dois cliques.

“Isso tem exigido que Google e Bing construam sistemas de buscas cada vez mais inteligentes para não apenas listar informações da rede, mas também para processá-las, refiná-las e convertê-las em informação que pode ser usada imediatamente”, diz O’Brian.

A longo prazo, a ideia é fazer os buscadores terem tanta inteligência artificial a ponto de saberem o que você quer sem nem sequer perguntar, segundo Singhal.

Outro ponto levantado por O’Brian é que será necessário resolver a relação com as redes sociais, que não abrem, ou abrem apenas parcialmente, seu conteúdo para os sistemas de buscas. Por outro lado, as buscas internas, apesar de ter filtros de relevância, ainda não conseguem fazer direito buscas por informações antigas, por exemplo.


E o que as mídias tem a ver com isso?

A colunista Amy Gahran, do site Knight Digital Media Center, comentou o artigo de O”Brian, sugerindo que as empresas de mídia deveriam buscar novas ferramentas de análise de audiência. Ferramentas que levassem em conta não apenas os números de acesso, mas também a relevância do veículo e compartilhamento em aparelhos móveis.

Outra medida seria fornecer para mais pessoas os dados dessas análises, para que a equipe entenda o impacto de seu trabalho / como as pessoas têm chegado à sua informação e, assim, tome melhores decisões - como, por exemplo, concentrar mais esforços em histórias de maior impacto emocional nas redes sociais (http://www.scribd.com/doc/38417113/Working-Together-to-Build-Social-News).


Leia mais em:

O'Brien: Search undergoing biggest disruption since the dawn of Google

How search is evolving, and why news orgs must keep up


(via @PontoMedia)

 

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