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05/01/2011

Mídia: alguns palpites para 2011


Um bom palpite sobre o que vem por aí no mercado de mídia em 2011 foi dado pelo colunista David Carr, do jornal “The New York Times”. Abaixo, um resumo da lista feita por Carr:


O fim da verticalidade

E se a televisão, o rádio, a internet e os impressos fossem uma coisa só? Aparelhos como o iPad acabam emulando simultaneamente vários desses meios. Por outro lado, na tentativa de se encaixar nesses aparelhos, todas as mídias estão se tornando parecidas. Em outras palavras, concorrer com todos os tipos de mídia é um conceito que será mais forte agora.


Híbridos

Conforme desaparecem os modelos de anúncios que tradicionalmente têm bancado os jornais, começam a emergir várias parcerias para a apuração e publicação de notícias. Casos como o site investigativo ProPublica, sem fins lucrativos, compartilhando conteúdo com grandes veículos, e a parceria entre redes filiais da NBC com empresas de notícias regionais, sem fins lucrativos, são alguns exemplos.


Social mídia televisionada

Se hoje um olho está na televisão e o outro no Twitter, amanhã os dois devem estar voltados para a mesma tela: em um canto, o programa de TV, em outro, um espaço para comentários dos seus amigos e dos amigos de seus amigos. Ou então existiria uma espécie de Foursquare virtual, em que as pessoas clicariam em um botão para divulgar aos amigos não o local onde estão, mas que programa assistem no momento.


A grade não linear

Com a internet chegando aos televisores, a ideia de grade de programação com horários fixos começa a perder sentido. E como 2011 é um ano sem Olimpíada ou eleições, os canais tradicionais tem o desafio de atender a demanda de um público cada vez mais acostumado a ter aquilo que quer quando quer.


Impressos procuram pagamento

Os grandes veículos impressos procuram novos meios de financiar suas operações, em um cenário em que a publicidade está investindo mais em mídias web. Em 2011, serão consolidados os resultados de diversas experiências de cobrança por conteúdo online, como o bloqueio para não assinantes do inglês “The Times” e a cobrança apenas para “heavy-users” do americano “The New York Times”.


Tendências demais para serem elucidadas

O Google vai se assumir como uma empresa de mídia? As companhias que hoje dominam o mercado continuarão assim com a multiplicação de modelos, tamanhos e portabilidades de aparelhos? O streaming substituirá o DVD? As pessoas jogarão tanto Angry Birds (http://en.wikipedia.org/wiki/Angry_Birds) que não terão tempo para a mídia convencional?


Leia mais em:

The Great Mashup of 2011

(Via @Ponto Media)

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