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26/10/2010

Folha lança aplicativo para Facebook com página de notícias personalizável





 Quem possui conta no Facebook pode agora utilizar o aplicativo da Folha.com que permite a criação de páginas de notícias personalizadas.

Para compor sua página, o usuário deve escolher entre diversas editorias, cujos destaques serão exibidos em blocos. Também é possível mover os blocos para que se encaixem da forma mais conveniente para o leitor.

A exceção é a área de destaques no topo da página, que é fixa e pré-determinada pelo aplicativo (na imagem, essa área corresponde ao bloco de eleições para cima).

Os destaques, quando clicados, enviam para as páginas da Folha.com.

O aplicativo também possui informações de horóscopo e link para o Guia da Folha.


Rádio

Uma rádio online também foi lançada pela Folha.com, com cinco canais de músicas - Pop & Rock, Música Clássica, Jazz & Blues, MPB, Tendências, e Mainstream.

A rádio também possui boletins noticiosos, que podem ser ouvidos durante a programação dos canais musicais ou nos players disponibilizados na página.




Leia mais em:

Folha lança na web rádio que opera 24 horas

25/10/2010

The New York times lidera com folga em número de seguidores no Twitter e no Facebook





O blog Journalistics levantou o número de seguidores que os 25 principais jornais dos Estados Unidos possuem no Twitter e no Facebook.

O jornal “The New York Times” lidera com folga o ranking do Twitter, com mais de 2,7 milhões de pessoas seguindo seu perfil principal (@nytimes).

O número o coloca como único jornal da lista a ter mais seguidores que assinantes, segundo o blog. Segundo o site The Business Insider, o NYT possui circulação diária de quase um milhão de cópias.

Dos 25 jornais listados, o NYT foi o primeiro a criar um perfil na rede social, em março de 2007.

O site The Business Insider pondera que os números podem não ter relação, já que seguir alguém no Twitter é fácil e de graça, enquanto comprar um jornal demanda dinheiro e dedicação, mas considera que são indicativos da situação complicada que o jornal de Nova York vive, com o impresso morrendo e a necessidade de reestruturação de sua Redação.

O segundo colocado é o “Chicago Tribune” (@ColonelTribune), que criou uma personagem fictícia para “gerir” sua principal conta e conseguiu mais de 844 mil seguidores.





Em seguida vêm os perfis do “The Wall Street Journal” (@wsj) e “Washington Post” (@washingtonpost), com 490 mil e 220 mil seguidores respectivamente.

“Os números são de um pouco mais de uma semana antes da data do post (19 de outubro), mas eles foram coletados em uma janela de uma hora para termos o flagrante mais preciso. Também tenho consciência de que os jornais tem mais de uma conta no Twitter em alguns casos – usei as contas primárias de Twitter dos jornais”, alerta o blog.



Facebook

Quando se trata da maior rede social do mundo (até o momento), o “The New York Times” também lidera com folga. Segundo o levantamento do blog Journalistics, o jornal possuía 781 “seguidores” na primeira quinzena de outubro. Hoje, dia 25 do mesmo mês, a página já conta com mais de 850 mil. 

Para se ter uma ideia da dominância do NYT, o segundo colocado, o “The Wall Street Journal”, possui hoje 150 mil seguidores.

O blog ainda destaca que a maioria dos 25 jornais listados tem integrado o Facebook a seus sites, dando links em home page para suas respectivas páginas na rede social, implantando o botão “curtir” nas páginas de notícias e disponibilizando a habilidade de login com uma conta do Facebook.


Leia mais em:

Top 25 U.S. Newspapers Ranked By Twitter Followers

Top 25 U.S. Newspapers on Facebook

Sign Of The Times: The New York Times Has More Twitter Followers Than Print Subscribers

21/10/2010

Nova política de links da BBC


Vale a pena ler as diretrizes da BBC para o uso de links em reportagens, que foram redefinidas em setembro.

Entre as mudanças estão a permissão para que os textos contenham links em seu corpo e a indicação para que se dê mais ênfase a conteúdos explicativos – gráficos, galerias de fotos, perguntas e respostas – na lista de links relacionados, e menos para notícias de arquivo.

Outra mudança é uma maior liberdade para linkar páginas fora do domínio da BBC. Se antes a instrução era para que links externos apontassem apenas para home pages, o indicado agora é que seja dado link direto para a página com o conteúdo relevante. “Estamos bem colocados para linkar para o melhor da web, sem medo ou favorecimento”, afirma a apresentação de PowerPoint que elenca as mudanças na BBC, que foi disponibilizada pelo jornal “The Guardian”.

BBC guidelines for linking – Sept 2010


 Abaixo, uma lista das diretrizes expostas nos slides:


Resumo

Links são essenciais para o jornalismo online

A estratégia da BBC é dobrar o retorno em links (outbound) de 10 milhões para 20 milhões por mês até 2013

A BBC considera que deve linkar para o melhor da web "sem medo"


Sobre o uso de links nos textos:

O texto deve ser capaz de se sustentar sozinho – o leitor não deve ter de clicar no link para entender a sentença.

Quando for feito link para conteúdo externo, deve ser de forma direta para a página relevante e não para uma home page.

Nas notícias, os links no texto devem apontar somente para fontes primárias – ex.: artigos de jornais científicos ou relatórios da polícia. A orientação é de ter um ou dois por notícia, evitando usar na introdução.

Em editoriais, links nos textos devem ter relevância editorial direta, mas não precisam ser de fontes primárias.

Nas páginas de perguntas e respostas e /ou notas explicativas, links no texto podem apontar para qualquer conteúdo interno ou externo para leitura adicional.

Toda lista de perguntas e respostas deve conter uma questão final: “Onde posso achar mais sobre isso na web?” com alguns links para fontes primárias e sites úteis, ou mesmo para conteúdos da BBC.

Deve ser óbvio para o leitor que parte do texto é link e para o que está apontando. Não deve haver link para conteúdos pagos ou que exijam registro e não deve ser usado o formato “clique aqui”.

Ao citar jornais, o link deve incluir o nome do jornal, seguido por verbo e um resumo da história, como no exemplo abaixo:

The Guardian obtained vídeo footage of the incident and has gathered statements from 15 witnesses who saw Tomlinson before he collapsed.


Sobre links de notícias complementares como chamadas:

Só devem ser disponibilizados os melhores links de histórias relacionadas

Geralmente, devem ser dados três links no máximo - só ultrapassar o limite em grandes histórias e quando o tamanho da imagem que está associada permitir


Sobre links de conteúdos relacionados ao tema da notícia nos superboxes (Hyper)

A parte de cima do box deve conter uma seleção dos melhores conteúdos, não apenas as notícias mais recentes.

Recomenda-se um máximo de 12 links

O raciocínio para escolher os links deve ser: o que pode melhorar o entendimento dos leitores? Análises, perfis, testemunhos, galerias de fotos , seja em formato de texto, vídeo, áudio ou gráficos .

Devem ser evitadas notícias de arquivo que não acrescentem valor


Sobre links para conteúdos de outros sites em box específico (From other new sites)

O conteúdo é atualizado automaticamente e o recurso deve ser usado em todas as notícias

(Obs.: A ferramenta trabalha como uma espécie de RSS, apanhando notícias de diversos sites na web)


Sobre links para outros conteúdos relacionados no site da BBC em box (Around the BBC)

Use no máximo 4 links

Devem ser escolhidos os sites internos de "não-notícias" mais relevantes



Leia mais em:

BBC alters link guidelines for online articles

BBC new linking guidelines issued – science journals mentioned

Our approach to external linking

20/10/2010

Novo canal com o público




Um ano atrás, no final de setembro de 2009, um telefonema para a Redação de "O Estado de S.Paulo", atendido pela repórter Renata Cafardo, veio a se transformar num furo de reportagem.

Um sujeito oferecia ao jornal a prova do Enem, na véspera do exame, em troca de R$ 500 mil. O jornal percebeu a gravidade da situação, traçou um plano de verificação do documento e investigação da história toda e, sem ceder à extorsão, fez o seu trabalho, comunicou-se com o órgão responsável pelo exame informando o vazamento, e publicou a reportagem. O Enem foi suspenso. O texto de Renata e de Sergio Pompeu recebeu o prêmio Aytron Senna de jornalismo de 2009.

O caso ilustra várias práticas positivas de jornalismo. Um trabalho bem feito de investigação e o fato de não terem comprado informação são dois exemplos. 

Mas cito aqui a história como gancho para sublinhar outro aspecto: a importância para as redações de manter ativos os canais de recepção de informação.

Justamente com o objetivo de expandir a comunicação do público do UOL com a Redação do portal estão sendo inseridos formulários de e-mail com a nomenclatura "Fale com (nome da estação)" nas home pages de estações. 

O processo de implantação começou em meados de outubro. Já receberam o link as home pages das estações de Eleições, Notícias, Tecnologia, Casa e Imóveis, Downloads, Esporte, Celebridades e Carros.

A primeira fase do plano inclui a inserção, até novembro de 2010, em Receitas e Restaurantes, Televisão, Jogos, Entretenimento, Crianças, Estilo, Cinema, Viagem, Ciência e Saúde, Economia, Educação e na página de Bate-papo com convidados.

A experiência de comunicação direta do público com a Redação tem alguns precendentes no UOL. Cito dois exemplos.

Entre 2004 e 2005, a estação de UOL Esporte publicava em sua home page um e-mail da Redação. Segundo depoimento do editor Murilo Garavello, que na ocasião era editor-assitente, a comunicação era muito produtiva. Chegavam críticas, alertas e apontamentos de erros. Na época não havia nenhum outro tipo de janela para receber a opinião do público sobre o trabalho jornalístico.

O outro exemplo é o projeto do "Comunicar erros". O botão começou a ser espalhado nas páginas de texto do portal no segundo semestre de 2007. No mês de setembro daquele ano,  quando o recurso estava implantado na maioria das estações, mas não na home page do portal, 1,2 mil mensagens foram enviadas pelo público e alertaram a Redação sobre problemas, possibiltando a correção de erros.

O número de mensagens enviadas pelo "Comunicar erro" tem aumentado consideravelmente. E o público usa o recurso também para fazer críticas, sugerir informações, enviar perguntas. De uma média de 3,8 mil mensagens recebidas por mês em 2008, passou-se para uma média mensal de 5,4 mil em 2009 e 7 mil mensais em 2010. 

E o trabalho árduo de ler as mensagens e verificar a procedência dos alertas não tem sido em vão.

No último mês de agosto, 32% das mensagens apontaram erros que foram confirmados. Foram 1.128 erros que o público ajudou a corrigir.

Mas não há só erros. Há críticas, sugestões e questionamentos. Daí a criação do novo canal. 

19/10/2010

Repórter investigativo é assassinado no Rio Grande do Norte


O jornalista Francisco Gomes de Medeiros foi emboscado por dois homens em uma moto enquanto saia de casa, em Caicó (RN), na noite do dia 18 de outubro. Alvejado, Medeiros foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Conhecido como F. Gomes, o jornalista trabalhava na rádio Caicó, além de possuir um blog com foco em notícias políticas e policiais.

Entre suas reportagens recentes, uma denunciava o envolvimento de três candidatos a deputado estadual em uma suposta compra de votos em troca de pedras de crack na cidade de Caicó, que tem cerca de 70 mil habitantes e fica a 256 quilômetros de Natal, RN.

Pelo Twitter, colegas afirmaram que Medeiros recebia ameaças de morte devido as suas reportagens sobre o tráfico de drogas na região e o envolvimento de policiais com o crime.

Um suspeito está detido para prestar depoimento.


Leia mais em:

Jornalista investigativo é assassinado no interior do Rio Grande do Norte

Radialista é assassinado a tiros em Caicó-RN

Radialista é assassinado no interior do Rio Grande do Norte

Procuradoria do RN investiga suposta compra de votos em troca de crack

Polícia encontra indícios contra suspeito de matar F. Gomes

Repercussão no Twitter

15/10/2010

Cobertura do resgate de mineiros no Chile seca verba de outros grandes eventos na BBC


Luiz Urzua veio à tona por volta das 22 horas do dia 13 de outubro, após passar 69 dias preso a mais de 700 metros de profundidade em uma mina de ouro e cobre no deserto do Atacama.

O resgate foi acompanhado por uma quantidade incomum de jornalistas, entre 1,2 mil a 1,5, estes vindos de mais de 40 países. Tal investimento teve consequências para a BBC.

A emissora inglesa enviou 26 jornalistas para o Chile durante o resgate dos mineiros e teve custos de mais de £100 mil, o que colaborou para a decisão de reduzir gastos com outras coberturas, de acordo com um memorando escrito pelo editor de mundo, Jon Williams, ao qual o jornal “The Guardian” teve acesso.

No e-mail, que circulou uma semana antes dos mineiros serem retirados da mina, Williams alerta para uma “séria situação financeira”, já que seu orçamento de £500 mil foi excedido em £67 mil, e que as metas estipuladas para a cobertura no Chile terão consequências para uma série de outros eventos nos meses seguintes.

Entre os cortes, estão o envio de apenas um editor (ou o de economia ou o de política) ao encontro do G20 realizado em novembro em Seul e o uso de apenas um correspondente na cúpula climática que se inicia em novembro em Cancún (México).

Outros eventos que devem sofrer com o corte são o encontro da Otan em Lisboa, o Fórum Econômico Mundial de Davos nos Emirados Árabes e o Oscar 2011.

Questionada pelo jornal, a BBC, por meio de porta-voz, respondeu: “Quando uma grande história imprevista acontece, especialmente em um local remoto, temos de ser responsáveis e prestar atenção em como isso afetará nossos planos de longo prazo. [...] Continuaremos a cobrir todas as grandes histórias que estão por vir como o G20, Cancún, Lisboa etc., mas estamos constantemente revisando como prover a melhor cobertura para nossas audiências com os recursos que possuímos”.


Leia mais em:

Chilean miners leave BBC too broke for live coverage of Cancún climate talks

Chile miners reporting by BBC squeezes coverage of other events

BBC News coverage of San Jose mine rescue in Chile (editorial escrito por Jon Willians sobre a cobertura do resgate)

Resgate de mineiros é acompanhado por mais de mil jornalistas

O emocionante resgate dos mineiros transformou-se em fenômeno de mídia

Especial “Mineiros no Chile”, em UOL Notícias

05/10/2010

iPhone 4 e sms ao volante são os assuntos de tecnologia mais abordados pela mídia nos EUA, aponta Pew Research Center


A tecnologia torna a vida mais produtiva e a internet não é segura. Foram essas as duas ideias mais adotadas pela mídia tradicional norte-americana em 2009/2010.

É o que diz um estudo realizado pela Pew Research Center entre junho de 2009 e junho de 2010. Foram analisadas 437 reportagens publicadas nas principais seções de 52 veículos de comunicação dos Estados Unidos - por principais seções entende-se as primeiras páginas de jornais, os locais de destaque em websites, os primeiros 30 minutos de programas de tv e rádio, entre outros.

Das histórias estudadas, 23% possuíam a ideia de que a tecnologia está facilitando a vida das pessoas. Já 18% envolviam a noção de que a internet oferece riscos - principalmente à privacidade e às crianças.

O estudo também analisou os temas mais abordados e o campeão foi o perigo de se dirigir enquanto se escreve sms, contabilizando 8,5% das notícias e superando assuntos como o plano de banda larga do governo norte-americano e as discussões sobre a neutralidade da internet.

Outra conclusão é que a cobertura de tecnologia ocupa apenas um espaço limitado nos meios tradicionais, cerca de 1,6% do que é publicado.

Por fim, o centro de pesquisas afirma que a mídia mainstream tende a destacar lançamentos de aparelhos e a abordar as empresas por trás dessas inovações, além de demonstrar cautela sobre como esses avanços afetam a vida da população.


... e sobre empresas

Depois dos perigos do sms ao volante, o tema mais abordado foi o lançamento do iPhone 4.

Sua desenvolvedora, a Apple, foi a empresa que mais atraiu atenção da mídia: 15,1% das notícias de tecnologia no período. A Pew Research Center atribui parte dessa “popularidade” aos investimentos da empresa em eventos para a imprensa e aos lançamentos prolongados.

Depois da Apple, as empresas que mais geraram notícias foram o Google (11,4%), o Twitter (7.1%) e o Facebook (4,8%). Já a Microsoft gerou apenas 3% das notícias.

No entanto, a diferença entre Apple e Microsoft é bem menor no Twitter, aponta o estudo.


... e nas mídias sociais

O estudo também analisou mídias como blogs, microblogs e outros tipos de sites sociais.

Para amostragem, foram coletados semanalmente os cinco links mais publicados nesses meios, segundo dados gerados por ferramentas de monitoramento como o Tweetmeme e Icerocket.

Se o tema tecnologia apareceu pouco nos espaços nobres das mídias tradicionais, o contrário ocorreu em mídias sociais como o Twitter, no qual 51% dos links publicados giravam em torno do assunto.

O centro de pesquisas também sugere que quem publica em mídias sociais é mais propenso a discutir sobre tecnologia, mais preocupado com ameaças ao progresso tecnológico (como barreiras legais e censura) e mais empolgado com lançamentos de aparelhos do que aqueles que publicam nos meios tradicionais.


Leia mais em:

Tech Times: Media Coverage of Technology

New Media’s Take on Technology – A Separate Look

Apple Outpaces Google in Media Attention – Both Get Positive Play

Social Trends and New Devices Garner Greatest Attention from the MSM

About this Study

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