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O site The Huffington Post tem feito uma espécie de consulta pública para selecionar melhores manchetes, de acordo com artigo publicado por Zachary M. Seward no site da Nieman Journalism Lab.
Funciona assim: o “Huffington” cria duas chamadas diferentes para uma mesma notícia. Cada leitor, ao acessar o site, recebe uma das duas versões, aleatoriamente. Aquela que receber mais cliques em cinco minutos vira a manchete “oficial”, que é então exibida para todos os usuários.
Segundo o diretor de tecnologia do site, Paul Berry, está em análise a criação de versões distintas da página principal para usuários das costas Leste e Oeste dos Estados Unidos. Berry usou a cobertura do Oscar para exemplificar a necessidade de duas "edições" para a página: “ [O Oscar] era notícia velha para os leitores da costa Leste, ao meio-dia, enquanto os leitores da costa Oeste ainda estavam acessando a Internet pela primeira vez [no dia]", disse Berry a Seward.
Você deveria me seguir no twitter
Seward também destacou um rápido experimento feito pelo designer Dustin Curtis com chamadas e taxa de cliques.
No pé das páginas de seu site, Curtis mantém um link para o Twitter. Durante cerca de duas horas do dia 14 de julho, ele alterou a chamada para sua conta várias vezes com o objetivo de ver quais atraiam mais cliques. Durante o período, cerca de 5 mil visitantes viram as diversas combinações de palavras.
“Estou no Twitter" (I’m on Twitter), com link na palavra “Twitter” teve índice de clique de 4,7%. Já o comando “Me siga no twitter “ (Follow me on twitter), com o “T” em caixa baixa, teve índice de 7,31%.
Um comando mais forte, “Você deveria me seguir no twitter” (You should follow me on twitter) conseguiu 10,09% de cliques.
E ao indicar claramente onde deveria ser clicado, Curtis obteve 12,81%: “Você deveria me seguir no twitter aqui” (You should follow me on twitter here).
Em outras palavras, da primeira frase até a última houve aumento de 173% no índice de cliques.
Curtis crê que os fatores que influenciaram o crescimento foram o uso de palavras mais pessoais (você), de comando (deveria) e indicativos (aqui).
Outras frases foram experimentadas, com “por favor” no lugar de “deveria” e a frase inteira sendo um link. Mas, segundo Curtis, nenhuma teve tanto êxito quanto “Você deveria me seguir no twitter”.
Ademar Abiko Jr. às 17h22