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A Câmara dos Deputados aprovou no dia 16 de setembro a Reforma Eleitoral retirando diversas emendas aprovadas menos de dois dias antes pelo Senado Federal.
Entre as medidas reprovadas estão necessidade de reputação ilibada para que o candidato possa concorrer; a realização de novas eleições em caso de cassação de prefeitos, governadores e presidentes; e a permissão para que candidatos à Presidência publiquem anúncios publicitários em sites de internet.
A regra que permite aos sites noticiosos emitir opiniões sobre os candidatos permaneceu no texto. Segundo a Folha Online, apenas esta e mais outras três emendas do Senado foram mantidas – duas sobre anúncios irregulares veiculados sem consentimento dos provedores e uma que permite que sites de candidatos permaneçam online mesmo nos dias de votação.
Os debates continuam com limitações. Os veículos que os promovem precisam convidar todos os candidatos cujo partido conte com pelo menos 10 deputados federais e realizar as conversas com pelo menos dois terços dos pleiteantes. As discussões podem ser divididas em blocos, cada um contando com pelo menos três candidatos.
De acordo com a Folha Online, houve pressa na aprovação da Reforma, pois a casa desejava evitar o desgaste que seria provocado pelo debate público sobre as candidaturas de “fichas sujas” na justiça.
O texto, agora, segue para sanção presidencial. Para que valha nas eleições 2010, o presidente Lula tem de dar seu aval até 2 de outubro.
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Ademar Abiko Jr. às 21h29