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03/09/2009

Fim da lei de imprensa pode barrar restrições à web nas eleições


Enquanto o Congresso Nacional movimenta-se para limitar a cobertura jornalística online nas eleições de 2010, decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o fim da Lei de Imprensa pode confirmar que tal medida é inconstitucional, afirma o jornalista Fernando Rodrigues, em seu blog

O resumo da decisão – proferida em 30 de abril – foi finalizado no dia 2 de setembro pelo ministro Carlos Ayres Britto. O texto afirma que a Internet é “território virtual livremente veiculador de idéias, debate, notícia e tudo o mais que se contenha no conceito essencial da plenitude de informação jornalística no nosso país”. Este resumo tem força constitucional, segundo Rodrigues.

"Essa medida sufoca a liberdade de crítica das atividades de comunicação realizadas por meio da internet", afirma nota pública da Abramppe (Associação Brasileira dos Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais) e a Ordem dos Advogados do Brasil, de acordo com a Folha Online.

Enquanto isso, o senador Aloizio Mercadante afirma que apresentará emenda à Reforma Eleitoral, informa o blog do jornalista Josias de Souza. "A alteração que estou propondo à nova lei eleitoral é radical: liberar a internet e garantir o seu sentido histórico de liberdade", disse Mercadante em seu Twitter. O líder da bancada do PT, no entanto, defende que haja regras para o direito de resposta na web.

Segundo a Folha Online, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, também está estudando formas de eliminar as restrições à cobertura online das eleições. Um dos relatores da proposta, Eduardo Azeredo (PSDB), também admite recuar de seu parecer, permitindo liberdade aos textos online. Restrições ao conteúdo em áudio e vídeo permaneceriam.

A proposta que limita a atuação dos sites jornalísticos durante as eleições faz parte da Reforma Eleitoral aprovada no dia 2 de setembro pelas Comissões de Constituição e Justiça e Ciência e Tecnologia do Senado. O texto inicial já fora aprovado pela Câmara dos Deputados.

No Senado, a votação em plenário que seria realizada no dia 2 de setembro foi adiada para o dia 8, devido à falta de consenso na casa sobre alguns pontos polêmicos da proposta, de acordo com a Folha Online.


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