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O Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quinta-feira, 30 de abril, revogar a Lei de Imprensa brasileira, editada em 1967.
A lei versava sobre direito de resposta, censura, indenização, calúnia, entre outros pontos que regulamentavam a prática jornalística.
Com a decisão do STF, o relator considera que, nos casos em que for cabível, será aplicada a legislação comum, como os códigos Civil e Penal.
Dos 11 ministros do Tribunal, sete seguiram o entendimento do relator do caso, Carlos Ayres Britto, de que a legislação é incompatível com a Constituição Federal. Três foram parcialmente favoráveis à revogação, e apenas o ministro Marco Aurélio votou pela manutenção da lei.
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Mara Gama às 21h11
Leitores pedindo mais informações e em tempo real. Redações cada vez mais enxutas e atarefadas. Textos publicados com pouca ou nenhuma revisão de um copidesque ou editor.
A soma dessas condições faz com que as edições sejam mais rápidas e as notícias sejam menos lidas antes da publicação, principalmente as de agências, afirma a reportagem “The Quality-Control Quandary” (O dilema do controle de qualidade), publicada pela revista “American Journalism Review” na edição de abril/maio.
O impacto desses fatores sobre a qualidade do conteúdo produzido é o foco da reportagem. “Na edição online, ‘nós somos perdoados pelos erros. Velocidade é muito mais importante que qualquer outra coisa’", diz o designer e produtor de web Joan McKenna à reportagem, que entrevistou profissionais de diversos jornais, como o “St. Louis Post-Dispatch”, “The Washington Post” e “The Sun”.
Os cortes de despesas são outro problema. Como são inevitáveis, a prioridade é manter os repórteres na rua. Sobra mais trabalho para a equipe de edição e design, segundo Arnie Robbins, editor do “Post-Dispatch”.
Outras tendências apontadas:
=> Menos tempo criativo para a elaboração de títulos precisos e no tom certo.
=> A falta de tempo reduzindo conversas entre editores e repórteres sobre o que pode render notícia.
=> A falta de tempo para repórteres conversarem entre si sobre o que estão observando por aí.
=> Mais tempo gasto editando e menos na criação de gráficos, caixas etc.
=> Mais ênfase na publicação de grandes quantidades de fotos em detrimento de uma discussão crítica entre editor e fotógrafo.
=> Aumento da participação dos leitores na indicação de erros
“Essas tendências revelam questões sem precedentes sobre o valor – e o futuro – da edição. Em muitas empresas de notícias, jornalistas e leitores têm percebido textos mais frouxos, títulos mais rasos, mais erros. Até que ponto você pode cortar a edição sem enfraquecer a credibilidade? Como se equilibra imediatismo e precisão? Qual é a importância da precisão nos meios online, que têm produção constante?”, questiona o texto da AJR.
A matéria ainda cita o editor de operações do “Post-Dispatch”, Todd Stone. “O que vai nos acordar será o primeiro grande processo no qual alguém for realmente esmagado. Isso vai acontecer. E eu aposto 10 dólares que isso será por causa de uma falta de vigilância na edição”, diz Stone.
Soluções
Ainda de acordo com a revista, as redações estão cientes dessa relação entre mais pressa, menos gente e falta de qualidade e tentam amenizá-la adotando medidas das mais simples – como incentivar o hábito de pedir ao colega do lado para revisar seu texto – às mais elaboradas – como sistemas de preview, que permitem ao repórter colocar na rede o texto pronto na página, somente à espera de um clique do editor para ir ao ar.
Outras soluções que parecem ganhar força nas redações:
=> Adiantar o momento em que os editores participam do processo de publicação online.
=> Usar editores livres para editar vários tipos de notícia, de forma rápida, assim que elas surgirem.
=> Acelerar os processos de escrita e checagem para que o texto chegue ao editor mais rápido
=> Reforçar o princípio de que os redatores devem ser melhores “auto-editores”.
=> Criar protocolos para edição na web, como sinalizar ao editor sempre que algo novo for ao ar
=> Sistematizar, a fim de acelerar, a edição posterior à publicação online
=> Praticar a constante comunicação para resolver problemas o quanto antes, de preferência antes que eles cheguem aos editores.
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Ademar Abiko Jr. às 20h29
Até o dia 29 de junho estudantes de jornalismo no Brasil podem inscrever-se no Concurso Universitário de Jornalismo CNN, Edição 2009.
Serão avaliadas matérias em vídeo e o vencedor terá sua reportagem veiculada pela CNN Internacional, além de ganhar uma viagem para Atlanta, EUA, onde visitará os estúdios da emissora.
Os interessados devem disponibilizar no Youtube uma matéria com no máximo 2 minutos de duração. Após isso, deve preencher uma ficha de inscrição no site do concurso, no qual devem constar, além dos dados pessoais, a URL do vídeo e um professor orientador.
O concurso é restrito a estudantes regularmente matriculados em cursos de jornalismo reconhecidos pelo MEC.
Site oficial / Regulamento / Inscrição / FAQ
(Via Blog do Tas)
Ademar Abiko Jr. às 14h30