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10/04/2009

AP quer divisão de lucro com agregadores e mecanismos de busca


Na reunião do corpo diretivo da Associated Press, realizada no dia 6 de abril, foram anunciados esforços para o controle da difusão online do material produzido pela agência de notícias. Em outras palavras, a AP quer fazer com que sites que usam seu conteúdo livremente – como agregadores de notícias e sites de buscas – firmem acordos de permissão e dividam os lucros obtidos.

Segundo a imprensa norte-americana, um dos alvos do puxão de orelha é o Google, que recentemente passou a veicular anúncios publicitários em seu agregador de notícias, o Google News.

“Nós não podemos mais ficar parados e assistir a outros usando nosso trabalho sob teorias legais equivocadas”, disse William Dean Singleton, chairmain da AP, segundo o jornal “The New York Times”.

Singleton se refere ao Fair Use, uma norma norte-americana que permite a veiculação não autorizada de conteúdo em casos específicos, como reprodução parcial ou com fins educativos. O Google News exibe títulos, inícios de matérias e fotos de sites jornalísticos.

Caso não sejam firmados acordos, a AP afirma que vai questionar na justiça o Fair Use (uso justo, em inglês) realizado pelos sites.

Outra medida anunciada para o controle da circulação de material da agência é a criação de sistemas que permitam a busca de artigos na web e a verificação da legalidade de seu uso.


Google insiste em parceria

O Google respondeu parcialmente às críticas da AP durante o encontro anual da Newspaper Association of America, realizado dia 7 de abril, informou o jornal “The New York Times”.

Eric Schmidt, executivo chefe do Google, disse estranhar o fato de a mídia estar apontado sua empresa como uma das afetadas pelos esforços da AP, uma vez que ela paga pelo uso de materiais completos da agência de notícias.

Ele insistiu, no entanto, que a prática do Google News é legal, e acrescentou que o agregador gera forte tráfego aos produtores do conteúdo, que conseguem monetizar esse movimento através da publicidade.

Ainda segundo o NYT, Schmidt incentivou a criação de produtos de notícias personalizados para diversos públicos, acessíveis em diversos aparelhos e que carreguem consigo anúncios direcionados.


Leia mais em:

A.P. Seeks to Rein in Sites Using Its Content
The A.P.’s Real Enemies Are its Customers
AP announces launch of an industry initiative to protect online news content amidst growing criticism of Google and aggregators
Google Puts Small Ads on Pages of News Site
Google Insists It’s a Friend to Newspapers

08/04/2009

Jornalistas de mídias digitais acham que internet subverte valores do jornalismo, diz pesquisa


Durante o NewsVision 2009, Amy Mitchell, do Pew Research Center, apresentou alguns resultados da pesquisa realizada no início deste ano com membros da Online News Association (ONA).

A ONA é uma associação com cerca de 1,7 mil membros, em sua maioria profissionais de meios digitais de comunicação, segundo o site oficial. Entre os entrevistados, a maior parte trabalha em empresas tradicionais de mídia, em cargos de direção (executiva ou de conteúdo) e tem mais de uma década de experiência em redações.


Survey of ONA members on online news from Merrill College - UMD on Vimeo.



Alguns pontos interessantes da apresentação:

- Para os pesquisados, o conteúdo mais importante de seus sites é, disparado, aquele produzido por sua própria equipe (mais de 60%). Em segundo lugar (com pouco mais de 10%) vem o material agregado de outras fontes jornalísticas tradicionais.


- Em último lugar está o conteúdo gerado pelos usuários.

- Apesar de todas as conversas sobre interação com usuários, os comentários estão entre os conteúdos de menor importância.

- Isso não quer dizer que os conteúdos gerados por usuários não tenham valor para os entrevistados, aponta Amy. Eles apenas estão em último na hierarquia de importância.

 

- A maior parte dos entrevistados corrige os erros descobertos, mas não alerta os leitores sobre isso (42%).

- Home pages são o meio de entrega de conteúdo mais importantes para cerca de 70% dos entrevistados. Amy ressalta que ano passado houve muita discussão sobre a migração dos esforços de “trazer o usuário para seu próprio site” para “levar conteúdo para o usuário através de outras plataformas”.
 
- 81% dos entrevistados responderam “streaming vídeo”, quando perguntados sobre quais novos formatos de conteúdo têm usado.

- Tempo, e não custo, parece ser o maior impedimento para o aprendizado de novas tecnologias.

- 39% dos entrevistados viram seu staff crescer no último ano, se comparado ao ano anterior.

- 57% acham que a internet está mudando os valores do jornalismo. 54% acham que para o caminho errado.


As conclusões foram tiradas a partir de informações coletadas junto ao ONA pelo Pew Research Center durante a confecção do relatório The State of the News Media 2009.


O NewsVision 2009 ocorreu no dia 30 de março, em Washington, Estados Unidos, e reuniu cerca de 150 jornalistas, diretores de mídia e acadêmicos para discutir o futuro do jornalismo.


(Via Cyberjounalist.net)


Leia mais em:

Online Journalists Optimistic About Revenue, Concerned About Quality

NVision 2009 (site oficial do evento)

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