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20/03/2009

The State of the News Media: meios tradicionais encolheram em 2008, e 2009 pode ser pior; internet cresce e público pede conteúdo confiável e on demand


Saiu o relatório “The State of the News Media 2009”, que aborda aspectos do jornalismo norte-americano do ano passado e traça perspectivas para o ano corrente.

 

Produzido pelo “Projeto para a Excelência em Jornalismo”, do Pew Research Center, o relatório traz uma série de informações sobre oito setores do jornalismo: meios online, redes de televisão, emissoras de TV a cabo, emissoras locais de TV, meios de áudio, mídia étnica, revistas e jornais impressos.


O relatório confirma o que o noticiário já apontava: os jornais impressos estão perdendo audiência (4,6% nas edições diárias, 4,8% nas de domingo) e receita.

 

Apenas dois setores navegam contra a maré: a internet e a TV a cabo (este apenas em momentos específicos, como as eleições para presidente nos EUA).

 

Os 50 maiores sites de notícias dos EUA tiveram 27% mais audiência em 2008, o triplo do crescimento que ocorrera em 2007. Os rendimentos com publicidade, no entanto, permaneceram estagnados.

 

Esse cenário é particularmente problemático para as empresas com publicações impressas, pois a audiência migra do papel para a internet sem que haja migração de receita equivalente.

 

Não se consegue manter a receita, mas a audiência parece ser fiel. Os sites de jornais impressos têm apresentado maior crescimento em audiência do que suas concorrentes alternativas.



Discussões de 2009

 

O relatório aponta seis questões que merecem análise em 2009:


- O crescente debate público sobre novas formas de financiamento da indústria de notícias pode estar centrado em remédios errados, como o micropagamento por cliques, enquanto idéias alternativas permanecem inexploradas, como assinaturas semelhantes as da TV a cabo ou cobrança por coberturas especializadas para empresas.

 

- O poder pode estar sendo transferido gradualmente das instituições jornalísticas para os jornalistas. Através de buscadores, e-mail, blogs, redes sociais etc., os consumidores estão sendo atraídos por trabalhos individuais.

 

- Na rede, as empresas de notícias estão mais focadas em levar conteúdo (via Facebook, Twitter, Hulu.com) que em atrair audiência para suas páginas.

 

- Parcerias podem oferecer perspectivas para o futuro financeiro das empresas de mídia norte-americanas . Exemplos: compartilhamento de conteúdo, como vídeos de notícias quentes, e meios, como estúdios conjuntos de rádio .


- Os canais a cabo foram os únicos que conseguiram resultados claramente positivos em 2008, segundo o relatório. Muito por causa de programas que emitiam opiniões e faziam provocações com os políticos.

- Na cobertura de campanha para a presidência dos EUA, a imprensa foi mais reativa/passiva e menos investigativa. Entre vários motivos, por causa do encolhimento das redações .

 

 

Leia mais em: 

The State of the News Media 2009

França e Ásia registraram aumento na circulação de jornais em 2008


Nem todo mundo está vendo os jornais impressos enfrentarem quedas na circulação, como ocorre nos Estados Unidos.

 

A França, por exemplo, ganhou 1,5 milhões de leitores de jornais impressos no último ano, segundo reportagem do “Le Monde” publicada no dia 16 de março.

 

O país teve, em 2008, 24,4 milhões de leitores diários de jornais, ou 48,6% da população com 15 anos ou mais, aponta a reportagem.

 

O resultado positivo do ano pode se repetir em 2009. O governo francês divulgou, em janeiro, que vai subsidiar os serviços de entrega de jornais e a oferta de assinaturas anuais grátis para jovens de 18 anos, a fim de estimular a leitura.

 

Ásia

 

A revista “Time” já havia destacado em fevereiro o que chamou de “o possível último boom dos jornais impressos no mundo”. O continente asiático teve um aumento de 4,74% na circulação de jornais em 2008.

 

Entre os motivos apontados para esse crescimento na Ásia, que vem sendo contínuo nos últimos anos, estão a queda de ditaduras, a baixa penetração da internet em alguns países, o fim de subsídios do governo para as redações, que agora precisam vender e passam a abordar temas como “escândalos políticos e a vida sexual de celebridades”, o que é o caso da China, diz a matéria.

 

A exceção são países do leste asiático como o Japão, que tem tido quedas na circulação de jornais, apesar de ainda deter o maior número de leitores do mundo. A alternativa que as empresas japonesas têm encontrado são investimentos em meios multimídia, como o celular.

 

Oito dos dez jornais pagos com maiores tiragens do mundo estão situados na Ásia, de acordo com a World Association of Newspapers (WAN).


(Via EditorsWeblog.org 1 e 2)


 

Leia mais em:

 

L'audience de la presse quotidienne n'a jamais été aussi importante

France Expands Its Financial Support for Newspapers

 

Newspapers in Asia: A Positive Story

19/03/2009

O mapa da crise norte-americana sobre os jornais impressos


Os jornais impressos dos Estados Unidos sofrem para se manter faz mais de ano. Erica Smith tem acompanhado essa evolução e registra tudo em seu site, o Paper Cuts.

Lá é possível encontrar um mapa com marcações dos locais onde postos de trabalhos e empresas foram fechados em 2008 e 2009. 




Outro bom lugar para se saber sobre a crise dos jornais impressos é o site do “The New York Times”. Lá é possível encontrar um infográfico publicado no dia 12 de março que traz informações sobre a variação na circulação de diversos diários dos Estados Unidos.


  

(Via EditorsWeblog.org e Journalism.co.uk)

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