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Saiu o relatório “The State of the News Media 2009”, que aborda aspectos do jornalismo norte-americano do ano passado e traça perspectivas para o ano corrente.
Produzido pelo “Projeto para a Excelência em Jornalismo”, do Pew Research Center, o relatório traz uma série de informações sobre oito setores do jornalismo: meios online, redes de televisão, emissoras de TV a cabo, emissoras locais de TV, meios de áudio, mídia étnica, revistas e jornais impressos.
O relatório confirma o que o noticiário já apontava: os jornais impressos estão perdendo audiência (4,6% nas edições diárias, 4,8% nas de domingo) e receita.
Apenas dois setores navegam contra a maré: a internet e a TV a cabo (este apenas em momentos específicos, como as eleições para presidente nos EUA).
Os 50 maiores sites de notícias dos EUA tiveram 27% mais audiência em 2008, o triplo do crescimento que ocorrera em 2007. Os rendimentos com publicidade, no entanto, permaneceram estagnados.
Esse cenário é particularmente problemático para as empresas com publicações impressas, pois a audiência migra do papel para a internet sem que haja migração de receita equivalente.
Não se consegue manter a receita, mas a audiência parece ser fiel. Os sites de jornais impressos têm apresentado maior crescimento em audiência do que suas concorrentes alternativas.
Discussões de 2009
O relatório aponta seis questões que merecem análise em 2009:
- O crescente debate público sobre novas formas de financiamento da indústria de notícias pode estar centrado em remédios errados, como o micropagamento por cliques, enquanto idéias alternativas permanecem inexploradas, como assinaturas semelhantes as da TV a cabo ou cobrança por coberturas especializadas para empresas.
- O poder pode estar sendo transferido gradualmente das instituições jornalísticas para os jornalistas. Através de buscadores, e-mail, blogs, redes sociais etc., os consumidores estão sendo atraídos por trabalhos individuais.
- Na rede, as empresas de notícias estão mais focadas em levar conteúdo (via Facebook, Twitter, Hulu.com) que em atrair audiência para suas páginas.
- Parcerias podem oferecer perspectivas para o futuro financeiro das empresas de mídia norte-americanas . Exemplos: compartilhamento de conteúdo, como vídeos de notícias quentes, e meios, como estúdios conjuntos de rádio .
- Os canais a cabo foram os únicos que conseguiram resultados claramente positivos em 2008, segundo o relatório. Muito por causa de programas que emitiam opiniões e faziam provocações com os políticos.
- Na cobertura de campanha para a presidência dos EUA, a imprensa foi mais reativa/passiva e menos investigativa. Entre vários motivos, por causa do encolhimento das redações .
Leia mais em:
The State of the News Media 2009
Ademar Abiko Jr. às 15h36
Nem todo mundo está vendo os jornais impressos enfrentarem quedas na circulação, como ocorre nos Estados Unidos.
A França, por exemplo, ganhou 1,5 milhões de leitores de jornais impressos no último ano, segundo reportagem do “Le Monde” publicada no dia 16 de março.
O país teve, em 2008, 24,4 milhões de leitores diários de jornais, ou 48,6% da população com 15 anos ou mais, aponta a reportagem.
O resultado positivo do ano pode se repetir em 2009. O governo francês divulgou, em janeiro, que vai subsidiar os serviços de entrega de jornais e a oferta de assinaturas anuais grátis para jovens de 18 anos, a fim de estimular a leitura.
Ásia
A revista “Time” já havia destacado em fevereiro o que chamou de “o possível último boom dos jornais impressos no mundo”. O continente asiático teve um aumento de 4,74% na circulação de jornais em 2008.
Entre os motivos apontados para esse crescimento na Ásia, que vem sendo contínuo nos últimos anos, estão a queda de ditaduras, a baixa penetração da internet em alguns países, o fim de subsídios do governo para as redações, que agora precisam vender e passam a abordar temas como “escândalos políticos e a vida sexual de celebridades”, o que é o caso da China, diz a matéria.
A exceção são países do leste asiático como o Japão, que tem tido quedas na circulação de jornais, apesar de ainda deter o maior número de leitores do mundo. A alternativa que as empresas japonesas têm encontrado são investimentos em meios multimídia, como o celular.
Oito dos dez jornais pagos com maiores tiragens do mundo estão situados na Ásia, de acordo com a World Association of Newspapers (WAN).
Leia mais em:
L'audience de la presse quotidienne n'a jamais été aussi importante
France Expands Its Financial Support for Newspapers
Ademar Abiko Jr. às 15h29
Os jornais impressos dos Estados Unidos sofrem para se manter faz mais de ano. Erica Smith tem acompanhado essa evolução e registra tudo em seu site, o Paper Cuts.
Lá é possível encontrar um mapa com marcações dos locais onde postos de trabalhos e empresas foram fechados em 2008 e 2009. 
Outro bom lugar para se saber sobre a crise dos jornais impressos é o site do “The New York Times”. Lá é possível encontrar um infográfico publicado no dia 12 de março que traz informações sobre a variação na circulação de diversos diários dos Estados Unidos.
(Via EditorsWeblog.org e Journalism.co.uk)
Ademar Abiko Jr. às 21h51