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31/10/2008

The Economist faz matéria sobre diploma no Brasil

 

O inglês "The Economist" traz em sua edição de 25 de outubro um artigo discutindo a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercer a profissão no Brasil.

 

À luz dos estudos do Ministério da Educação (MEC) para permitir que diplomas de qualquer curso de graduação sirvam de credencial para o exercício do jornalismo, o "The Economist" questiona posições contrárias à eventual medida, como a da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

 

“A lei [estipulada em 1969 e que torna obrigatório o diploma] sobreviveu porque o Brasil é geralmente lento para desfazer esse tipo de anacronismo, mas também porque isso serve para a união dos jornalistas manter-se como um grupo fechado a não-membros”, afirma a publicação.

 

Já Sérgio Murillo de Andrade, presidente da FENAJ, afirmou à Folha Online que a alteração “é uma proposta feita por alguém que está distante da realidade da profissão”, à época do anúncio do grupo de estudos do MEC, em setembro.

 

Além da pasta da Educação, o Supremo Tribunal Federal e o Ministério do Trabalho também estudam mudanças na lei.

 

O jornalista Carlos Castilho, em seu blog Código Aberto, no Observatório de Imprensa, pondera: “O exercício do jornalismo está submetido hoje a pressões inéditas na história da profissão porque as próprias bases da atividade estão sendo postas em questão. As inovações tecnológicas e a internet geraram uma crise no modelo de negócios da imprensa, mas o debate está passando ao largo deste problema que é central.”

 

 

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Obrigatoriedade de diploma: um debate fora de foco

 

O debate sobre o diploma pode nos ajudar a entender melhor os novos desafios do jornalismo contemporâneo

 

Governo tenta retomar debate sobre profissão de jornalista

 

MEC estuda autorizar outros diplomados a exercer o jornalismo

 

30/10/2008

Notícias demais?


No trabalho, as pessoas fazem pausas de 15 em 15 minutos para ver as últimas notícias. No fim do dia, elas levam o laptop para a cama. E um pouco antes de amanhecer, já estão conectadas para ver como as bolsas se comportaram. 

Esses hábitos – ou vícios – são o tema do artigo "Overfeeding on Information" (Exagerando na informação, em tradução livre), publicado pelo "The New York Times" em 10 de outubro. 

De acordo com o texto, as pessoas estão ficando compulsivas por atualizações em um mundo que soma uma série incomum de acontecimentos dramáticos e com desdobramentos à explosão das tecnologias de informação. 


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Overfeeding on Information

Campanha eleitoral - enviados especiais fazem matérias especiais?

 

Ainda é válido colocar um jornalista na cola de uma campanha presidencial durante toda sua duração, acompanhando todas as viagens, quando jornalistas na redação, blogueiros e até amadores conseguem transmitir informações mais completas e em tempo real?

É essa a pergunta que faz o artigo "On the bus, but with no reason to go?" (No ônibus, mas sem motivo para ir?, em tradução livre), escrito por Howard Kurtz, do "The Washington Post". 

O colunista cita o discurso que o candidato à presidência dos Estados Unidos Barack Obama fez a uma multidão de 10 mil pessoas em Indianápolis no dia 8 de outubro. O vídeo do evento foi colocado no mesmo dia no canal do democrata no Youtube. 

 “Antes mesmo de o candidato subir ao palanque, o texto de seu discurso chegou no BlackBerry. O pronunciamento foi transmitido pela CNN, Fox e MSNBC. Enquanto ele ainda estava dizendo as falas de apresentação, um blogueiro de Atlantic publicou citações. E, apesar da grande movimentação que podia ser percebida da cabine de imprensa, a maioria dos repórteres permaneceu curvada sobre seus laptops.”

“Os conselheiros de Obama concluíram que as histórias de jornais e revistas não têm mais a mesma ressonância, mas que um breve comentário de blogueiros, digamos, do [site de notícias] Político, pode se espalhar como fogo”, avalia Kurtz.

O colunista também cita como, na estrada, alguns dos jornalistas da mídia impressa mais proeminentes do país se transformam em blogueiros, postando a todo o momento cada mínimo detalhe que muda na campanha. Como conseqüência, menos tempo para fazer reportagens, ou até mesmo para pensar, deduz.


 

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On the Bus, But With No Reason to Go? 

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