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24/10/2008

Blogs aproximam leitores, dizem jornalistas em pesquisa


Os blogs possibilitaram a repórteres e leitores uma relação mais direta, de confiança.  O público passa a sugerir pautas, guiar o rumo de investigações, ajudar na obtenção de informações, corrigir os erros e dar feedback do material produzido. 

Essa foi uma das principais mudanças que os blogs trouxeram ao dia-a-dia dos jornalistas, segundo pesquisa publicada em outubro pelo Online Journalism Blog.  

A enquete foi enviada em junho e julho de 2008 para profissionais do mundo todo. Responderam 200, oriundos de 30 países.

Mais da metade disse que sua relação com os leitores mudou “completamente” ou “enormemente” depois que começaram a escrever blogs. O questionário dava as opções “de modo algum”, “levemente”, “muito”, “enormemente” ou “completamente”.            

O estudo realizado por Paul Bradshaw corrobora as impressões de Bella Palomo sobre estudo realizado em 2007 com jornalistas blogueiros da América Latina, Espanha e Portugal – 70% disseram ter se aproximado dos leitores (leia mais no post de 19 de janeiro de 2008 no blog Qualidade de Conteúdo).

Segundo Bradshaw, quase metade dos que responderam à pesquisa trabalha em jornais e um terço em veículos online ou são freelancers. Metade é dos Estados Unidos ou Canadá, um quinto do Reino Unido e o restante da Europa continental, América do Sul, Austrália, África, Ásia e Oriente Médio. 


Outras mudanças

Bradshaw relata que entre os jornalistas entrevistados, há os que têm percebido influência dos blogs em seu estilo de escrita, que se tornou mais informal, pessoal. 

Da mesma forma, os blogs proporcionaram espaço para histórias que não encontrariam lugar em outras mídias, seja pelo tamanho do texto, a extensão dos acontecimentos ou o tom da notícia, relata a pesquisa.

Os blogs também se tornaram cartões de visita dos jornalistas, principalmente os freelancers. Entrevistados disseram ter mais facilidade em obter a confiança de fontes extra-oficiais devido ao trabalho desenvolvido ou em arranjar emprego graças ao portfólio online, diz Bradshaw. 

Profissionais também relatam preocupação com a cobrança por rapidez, que acaba criando uma tendência à publicação de rumores, em detrimento do rigor na pesquisa. Outros afirmam que a publicação de rumores é intencional, visando o uso do público para a checagem da informação antes de ela ser publicada em outra mídia. 

Essa demanda por velocidade também se traduz na publicação, mais do que de informações minuto-a-minuto, do desenrolar da investigação. Se no jornal impresso uma simples tentativa de contato não ganha nota na página, no blog é possível explicar passo-a-passo a busca por uma entrevista. 

Em um cenário no qual 70% dos jornais norte-americanos, 85% das empresas de notícias do Reino Unido e 44% das empresas européias oferecem blogs escritos por jornalistas, a pesquisa ressalta que nem todos os jornalistas sentem da mesma forma a mudança proporcionada pelos blogs. Nenhum dos profssionais que trabalha em Rádio e TV, por exemplo, afirmou que seu trabalho foi “completamente” alterado pelos blogs. 


Leia mais em: 

Blogging journalists: survey results (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7

Internet é principal fonte de informação para 56% dos entrevistados em pesquisa no Brasil


A internet é a principal fonte de informação da maioria dos jornalistas brasileiros consultados pela agência de comunicação integrada FSB Comunicações, com presença no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília.

Dos 563 profissionais que responderam à pesquisa, 56,7% disseram acessar principalmente sites e blogs para obter dados durante a execução de seu trabalho. Outros 27,5% disseram dar prioridade para os jornais. Mais da metade (268) dos respondentes era de São Paulo. Em seguida estão os cariocas (87).

Os resultados são parte de uma pesquisa bimestral feita  por e-mail enviado a 39.772 profissionais cadastrados no site Maxpress. Os dados foram divulgados no começo de outubro.

Os entrevistados podiam escolher apenas um meio como principal fonte de informação. 

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A internet é  o meio preferido pelos profissionais com menos tempo de carreira – entre aqueles com 5 a 10 anos de profissão, 70,5% optam pela internet em primeiro lugar, enquanto 15,6% pelos jornais.

Já entre os jornalistas com mais de 20 anos de estrada, a internet tem a preferência de 48,7%, contra 32,1% dos jornais. 

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O grupo que mais consulta notícias online é o dos jornalistas que trabalham nesse meio (73% dos profissionais preferem a internet).

Nos outros grupos – jornalistas de rádio, televisão e  mídia impressa -, a maioria também prefere a internet, mas em proporções menores: 49,1%, 49,4% e 54,1% respectivamente.

Os jornais ganham força entre os profissionais de televisão (33,8%), enquanto outros meios como rádio e TV têm parcela significativa da preferência dos jornalistas de rádio (38,2%). 

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A freqüência de leitura diária é alta tanto para jornais quanto para sites e blogs.

Dos entrevistados, 85,4% afirmaram acessar conteúdo online diariamente, enquanto 82,2% lêem jornais todos os dias.

Outro fato apontado pela pesquisa é que o hábito de ler jornais diariamente cresce conforme a experiência profissional do jornalista. Se entre os que têm até cinco anos de carreira esse índice é de 71,1%, entre aqueles com 10 a 15 anos o índice é de 94,4%. 


Leia mais em:

Pesquisa FSB mostra que internet é principal fonte de informação dos jornalistas

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