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05/03/2008

Nova ferramenta na internet permite realizar buscas por notícias e assuntos relacionados à imprensa

A Ifra, organização internacional de pesquisa e seviços para veículos jornalísticos, lançou recentemente uma ferramenta de busca para notícias e assuntos relacionados à imprensa.
 
A ferramenta, chamada Ifra Search, exibe resultados em três categorias - "Ifra e sites parceiros", "notícias" e "web". O usuário pode realizar a busca em inglês ou alemão.
 
Ao site journalism.co.uk, o CEO da Ifra, Reiner Mittelbach, disse que a ferramenta de buscas se baseia em "milhares" de fontes identificadas e definidas pela Ifra como relevantes para a indústria do jornalismo. Além de listar sites com conteúdo de acesso livre, a busca traz links para artigos disponíveis apenas para membros da Ifra.
 
"A beleza da ferramenta é que você pode pesquisar na Web, mas apenas em páginas que selecionamos. Se você buscar por 'convergência', por exemplo, você quer encontrar notícias sobre convergência na imprensa, e não em biologia ou matemática", disse Mittelbach.
 
Teste
O termo proposto por Mittelbach, "convergence", foi usado para testar a ferramenta na manhã desta quarta-feira, 5 de março. A seguir, os primeiros resultados apresentados pela Ifra Seach (categoria "Web") e pelo Google:

 

Na ferramenta da Ifra, os cinco primeiros resultados trazem links para a definição do termo na Wikipedia (em inglês e alemão), para o site convergence.journalism.indiana.edu, para a PrintWiki - uma enciclopédia especializada em assuntos relacionados à indústria gráfica e de impressão - e para uma página do site New Zealand Journalism Online, com textos que discutem jornalismo e convergência de mídias.
 
No Google, os dois primeiros resultados também se referem a definições na Wikipedia (para "convergência" e "convergência tecnológica"), seguidos pelo site de uma convenção de ficção científica (chamada "Convergence"), por uma breve lista de artigos sobre "convergência" no site da Microsoft e pelo site da publicação "Convergence: The International Journal of Research into New Media Technologies", da Universidade de Luton (Reino Unido).

Senador retira projeto de lei que aumentava pena para crimes contra a honra cometidos na internet

O senador Expedito Júnior (PR-RO) retirou da pauta de votações do Congresso seu projeto de lei que aumentava a pena para crimes contra a honra praticados na internet. De acordo com texto da Folha Online, o projeto foi protocolado nesta terça-feira, 4 de março.
 
Segundo Expedito Júnior, o que motivou a retirada foi a polêmica que surgiu após a aprovação do projeto pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Informação (CCT) do Senado.
 
Leia mais sobre:
 
Senador retira projeto sobre crime na web da pauta do Congresso - matéria publicada em 4 de março pela Folha Online
 
Liberdade na internet - Editorial publicado pelo Estado em 3 de março

03/03/2008

Nielsen revê uso do nome da empresa em links para melhorar resultado de busca

Na edição desta segunda-feira, 3 de março, da newsletter sobre usabilidade que produz desde 1995, Jakob Nielsen, da Nielsen & Norman, empresa de pesquisas e estudos sobre usabilidade, afirma que em alguns casos se deve usar o nome da empresa em links ou textos que apareçam em resultados de busca.


"Baseados em nossa atual rodada de testes com usuários (...) modificamos uma das mais velhas regras de usabilidade na Web". A regra, agora relativizada, enunciava que em links, headlines e títulos de páginas era necessário "evitar começar com o nome da companhia no seu próprio site".
 
Segundo Nielsen, existem duas situações em que é indicado iniciar a frase ou sentença de cabeçalho ou link com o nome da companhia:
 
• se o link de sua empresa aparece em páginas de resultados de busca muito poluídos de links inúteis, para diferenciar sua empresa dos demais links;
 
• se a sua empresa tem nome muito conhecido e respeitado.

Segundo o boletim, ultimamente, nos testes de usabilidade conduzidos pela Nielsen, verificou-se que muitos usuários, quando têm como tarefa buscar determinado tipo de site, não usam apenas o critério da posição do link numa página de resultado de busca, mas também vasculham os resultados à procura de marcas famosas, ainda que as marcas apareçam em links que não estejam encabeçando a lista.

 

Para saber mais: http://www.useit.com/alertbox/microcontent-brand-names.html

Comissão do Senado aprova projeto de lei que aumenta pena para crimes contra a honra praticados na internet

A Comissão de Ciência, Tecnologia e Informação (CCT) do Senado aprovou na semana passada um projeto que aumenta em um terço a pena para crimes contra a honra - injúria, calúnia e difamação - cometidos na internet. A aprovação coincide com a suspensão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de 20 artigos da Lei de Imprensa.
 
De acordo com editorial publicado nesta segunda pelo jornal "O Estado de S. Paulo", o projeto será encaminhado para votação à Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Em resposta a uma crítica feita pela ONG Repórteres sem Fronteiras, o autor do projeto, o senador Expedito Júnior (PP - RO), nega que a proposta prejudique a liberdade de imprensa e afirma que o objetivo é evitar a "proliferação de orkuts, blogs e sites que têm sido criados com o objetivo exclusivo de atacar a honra das pessoas".
 
Leia mais sobre:
 
Liberdade na internet - Editorial publicado pelo Estado em 3 de março de 2008
 
Resposta do senador Expedito Júnior à organização Repórteres sem Fronteiras

Internet é fonte principal de notícias para 48% dos americanos conectados, diz pesquisa do instituto Zogby

Levantamento pela internet feito pelo instituto Zogby International aponta que 48% dos americanos consideram a Web sua principal fonte de notícias. A seguir aparecem a televisão (fonte principal para 29% dos respondentes), o rádio (11%) e os jornais (10%).
 
O levantamento foi realizado em fevereiro com 1.979 adultos. A pesquisa foi encomendada pela We Media, comunidade de discussão organizada pelo iFOCOS, instituto que se dedica ao estudo de mídia e tecnologias.
 
De acordo com texto publicado no site da Zogby, os adultos jovens são o grupo que mais recorre à internet como fonte principal - 55% das pessoas com idade entre 18 e 29 anos disseram obter a maior parte das notícias no meio online. Entre as pessoas com mais de 65 anos, o número cai para 35%.
 
Questionados sobre o meio de informação que consideram mais confiável, 32% apontaram a internet, seguida pelos jornais (o meio mais confiável para 22% dos entrevistados), pela televisão (21%) e pelo rádio (15%). Para 75% dos entrevistados, a internet tem exercido um impacto positivo sobre a qualidade geral do jornalismo.
 
"Crise"
Embora 70% das pessoas consultadas considerem o jornalismo algo importante para a qualidade de vida em suas comunidades, cerca de dois terços (67%) acham que há um descompasso entre o jornalismo praticado por meios como jornais e televisão e o que os americanos esperam da imprensa.
 
Para Andrew Nachison, co-fundador do iFOCOS, existe uma crise no jornalismo americano. "Os americanos reconhecem o valor do jornalismo em suas comunidades, mas não estão satisfeitos com o que vêem." Nachison também afirma que há uma clara migração do público - liderada pelas gerações mais jovens - para o meio online.

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