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22/02/2008

STF suspende 20 artigos da Lei de Imprensa

O ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta quinta-feira (21) liminar ao pedido de suspensão, feito pelo deputado federal Miro Teixeira, de 20 dos 77 artigos da Lei de Imprensa. Com a suspensão, os processos judiciais relacionados a esses artigos ficam parados.

Entre os artigos suspensos, estão os que estabeleciam a possibilidade de censura a "espetáculos e diversões públicas" e a imputação de multa e pena de detenção aos jornalistas considerados culpados por crimes de calúnia e difamação. Segundo texto publicado pela Folha nesta sexta (22), as punições impostas pela Lei aos jornalistas condenados por crimes contra a honra são mais severas do que as estabelecidas pelo Código Penal.

A Lei de Imprensa foi sancionada pelo governo Castello Branco em 1967. A discussão sobre o tema ganhou destaque com as ações movidas por fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus contra veículos como "Folha", "A Tarde" e "Extra", baseadas nessa lei. A suspensão é válida até o julgamento de mérito pelo plenário do STF, sem prazo estabelecido.

Leia mais sobre:

Lei de Imprensa - editorial publicado pela Folha de S. Paulo em 21 de fevereiro.

Ministro do STF suspende parte da Lei de Imprensa - reportagem publicada pela Folha em 22 de fevereiro

Liminar do STF suspende artigos vigentes na Lei de Imprensa - texto publicado pelo Portal Imprensa no dia 21, com texto dos artigos suspensos pelo STF

Ações judiciais baseadas na Lei de Imprensa ficam suspensas com decisão de ministro - texto publicado pelo Portal Imprensa no dia 25 de fevereiro

20/02/2008

Quatro perguntas para ver se vale inserir um link

"Espalhar links pelo texto com o objetivo de obter melhores resultados em ferramentas de busca pode custar audiência se os leitores saírem frustrados depois de clicar em links inúteis." O alerta é feito pelo jornalista Robert Niles, em texto publicado neste mês no site Online Journalism Review.
 
No artigo, chamado "How, and where, to hyperlink within a news story", Niles alerta para o risco de se automatizar a inserção de links em textos.  Alguns dos grandes sites de notícias têm algoritmos que inserem links ao encontrar palavras que aparecem no banco de dados do veículo.
 
Um mau exemplo, segundo Niles: em texto publicado pelo Washington Post no dia 3 de fevereiro, sobre o músico regente Mariss Jansons, o link "Carnegie Hall" encaminhava para uma listagem de links gerada por uma ferramenta de busca. O resultado é uma frustração para o leitor que esperava encontrar uma resenha dos concertos realizados no local, por exemplo, ou mesmo o site do Carnegie Hall.
 
Segundo Niles, são três as razões que justificam a inserção de um link:
 
- Atribuição. Dar ao leitor a oportunidade de acessar a fonte original de uma informação, em um nível mais "aprofundado" do que o do texto.
 
- Contexto. Disponibilizar, por exemplo, a definição de termos pouco conhecidos e os detalhes prévios (como notícias anteriores) do assunto abordado.
 
- Humor. É o que Niles chama de easter egg, em referência às "brincadeiras" sutis incluídas em programas de computador, músicas, livros etc. O objetivo é simplesmente adicionar um pouco de "graça" à matéria.
 
Por fim, Niles propõe um teste com quatro perguntas para avaliar se vale ou não inserir um link no texto:

- O endereço para o qual o link encaminha fornece ao leitor um conteúdo adicional que ele provavelmente não conhece ou que ele não conseguiria obter com facilidade?
 
- O trecho selecionado para compor o link dá uma idéia clara do conteúdo que será aberto ao se clicar nele?
 
- Esse trecho contém a menor quantidade de texto necessária para dar essa idéia?
 
- O conteúdo do trecho selecionado, ou seu contexto, poderia enganar o leitor, sugerindo que a página para a qual se dá o link traz algo além do que ela de fato contém?
Segundo Niles, o link está aprovado se as respostas forem respectivamente "sim", "sim", "sim" e "não".

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