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21/08/2008

Uso de banda larga cresceu 48,3% entre junho de 2007 e junho de 2008

 

Reportagem publicada pela Folha Online nesta quarta-feira, 20 de agosto, aponta que o uso de banda larga cresceu 48,3% em 1 ano. Em junho passado, país somou 10,04 milhões de conexões fixas ou móveis, um crescimento de 19,5% sobre o trimestre anterior, segundo o jornal Folha de S.Paulo.

 

Leia mais:

- Brasil tem mais de 10 milhões de conexões em banda larga, diz pesquisa


- Uso de banda larga cresce 48% em 1 ano (acesso restrito a assinantes da Folha e do UOL)


- Universalizar banda larga custará R$ 2,4 bi

 

- Concorrência deve reduzir preço do serviço 

 

Banda larga móvel cresce quase 5 vezes em um ano


No Brasil, o setor de banda larga móvel para desktops e notebooks cresceu 464% de junho de 2007 a junho de 2008, segundo reportagem do site IDG Now. Atualmente, há 1,3 milhão de conexões e espera-se que mais 1 milhão sejam criadas até o final do ano. 

Leia mais:

- Banda larga móvel deve ganhar 1 milhão de conexões até o final de 2008

19/08/2008

Vídeos profissionais são os preferidos dos internautas norte-americanos, aponta pesquisa


Os vídeos profissionais têm a preferência dos internautas, segundo pesquisa do Pew Research Center feita nos meses de fevereiro e março de 2007, nos Estados Unidos, e divulgada neste mês de agosto. De acordo com o levantamento, 62% dos que assistem a vídeos online preferem esse tipo de vídeo, contra 19% que gostam mais dos feitos por amadores.

 

Mas há um nicho no qual existe maior equilíbrio: o de homens entre 18 e 29 anos – um dos mais visados pelos publicitários. Os vídeos amadores têm a preferência de 34%, contra 43% dos vídeos profissionais.

 

Esse grupo, somado ao de mulheres da mesma idade, tem outras peculiaridades. Por exemplo, é a única faixa etária adulta na qual há mais gente assistindo vídeos de humor (56%) que de notícias (43%).

 

São eles também os que mais participam ativamente na circulação de vídeos online, seja fazendo comentários, dando notas ou postando conteúdo. Cerca de 15% deles já disponibilizaram algum vídeo online (contra 8% no geral).

 

Números relativamente baixos para um universo no qual 57% dos internautas já baixaram ou assistiram a vídeos na internet (o número salta para 74% entre usuários de banda larga).

 

Outros dados da pesquisa:

 

=> 57% dos que assistem a vídeos na internet compartilham os links dos vídeos

=> 75% dos que assistem a vídeos na internet já receberam links de vídeos de outras pessoas

=> 37% dos adultos que usam internet assistem ou baixam vídeos de notícias

=> 31% dizem que assistem ou baixam vídeos de humor

=> 22% dizem que assistem ou baixam vídeos de música

=> 22% dizem que assistem ou baixam vídeos educacionais

=> 19% dizem que assistem ou baixam animações ou quadrinhos

=> 16% dizem que assistem ou baixam filmes ou programas de TV

=> 15% dizem que assistem ou baixam vídeos de política

=> 14% dizem que assistem ou baixam vídeos de esportes

=> 13% dizem que assistem ou baixam comerciais ou anúncios publicitários

=> 6% dizem que assistem ou baixam vídeos adultos

Mercado publicitário ainda quer descobrir em que formato de vídeo online investir


Há seis meses, o instituto de pesquisas eMarketer projetou investimentos publicitários em vídeos online na ordem de US$ 1,4 bilhão para 2008. Agora, essa projeção caiu para US$ 505 milhões.



O principal motivo do ajuste, segundo o instituto, foi a mudança de metodologia adotada nas avaliações. Ainda assim, a projeção atual representa 55,9% mais investimentos que em 2007 nos Estados Unidos.



O mercado está em expansão. E estará até, pelo menos, 2012, quando deve haver 190 milhões de expectadores só nos Estados Unidos e 3,4 bilhões de dólares investidos em publicidade, de acordo com a análise do eMarketer.



Mesmo num cenário promissor, a relutância dos anunciantes em investir pesado nesse tipo de mídia faz com que os valores projetados para 2008 correspondam a apenas 2% de todos os gastos com publicidade online previstos para o ano naquele país.



O problema que impede um maior investimento no setor ainda permanece sem solução. “Descobrir os melhores tipos de conteúdo aos quais vincular um anúncio é a grande questão. São os vídeos curtos ou os longos? São os vídeos profissionais ou podem os vídeos criados por usuários tornarem-se um porto seguro para as marcas?”, pergunta o analista sênior do eMarketer, David Hallerman.



“Entretanto, com as companhias de mídia mudando seus modelos de negócios, disponibilizando online mais e mais vídeos criados profissionalmente, a audiência e os anúncios relacionados vão crescer fortemente”, complementou em entrevista ao site Mediaweek, em 14 de agosto último.

13/08/2008

Maioria dos leitores de jornais regionais não visita versões online

 

Nos Estados Unidos, dos que lêem o jornal de sua região, 62% nunca entraram no site do mesmo. É o que revelou um levantamento da Readership Institute realizado este ano em 100 comunidades norte-americanas.


O instituto também pediu para que os leitores dessem notas para a versão online e a impressa desses jornais quanto a certas experiências:


- fornece algo sobre o que falar

- encaixa-se com seus interesses

- tem anúncios úteis

- sensibiliza e inspira


Os impressos tiveram notas mais altas que os sites em todas elas. Somente na experiência “confiança e credibilidade” é que ambas obtiveram avaliações semelhantes.

Mas se os dois meios são confiáveis e os índices de audiência online estão em alta, por que parece que pouca gente lê notícias pelo computador? Markus Prior, da Universidade de Princeton, tenta dar uma resposta em seu livro, Post-Broadcast Democracy.

Para ele, a quantidade de pessoas que busca notícias permanece constante. O que está inflando os índices é um pequeno grupo de aficionados (de 10% a 15% dos norte-americanos) que se esbalda na grande quantidade de informações oferecida pela internet e a TV a cabo.

Por outro lado, a mesma diversidade propicia distrações para aqueles que se interessam menos por política e economia, por exemplo. Em resumo, a maior parte dos leitores dos jornais vai fazer outra coisa na internet que não ler notícias.

Prior sugere, então, que os sites noticiosos ofereçam conteúdo misto para os dois tipos de público: uma enxurrada de matérias para os interessados e um punhado de informações de entretenimento e serviço para a outra parte dos leitores. Sem priorizar um ou outro.

Mais dados apontados pela pesquisa do Readership Institute:

- O hábito de leitura entre jovens de 18 a 24 anos está em lento declínio, mas está estável entre leitores com mais de 45 anos (desde medições em 2002).

- Em dias de semana, os leitores gastam 27 minutos com o jornal. Aos domingos, 57.

- Em dias de semana, os leitores consomem 60% de todo o conteúdo. Aos domingos, 62%.

- Quem tem esse hábito de leitura tem contato com o jornal, em média, cinco vezes por semana.

(Mary Nesbitt, que assina a matéria no site da instituição, pondera: “Por que [os resultados da mídia impressa] não são tão ruins, quando parece que tudo o que se ouve é sobre a morte iminente dos jornais? A resposta simples é que o abandono dos clientes leitores não chega nem perto do abandono dos clientes publicitários”.)

FONTE: Readership Institute

30/07/2008

Guia online orienta sobre reportagens com crianças e adolescentes

A Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), em parceria com dez ONGs que também atuam na área de direitos da infância, lançou um guia para jornalistas, com sugestões sobre abordagem de temas que envolvem crianças e adolescentes, como trabalho infantil e exploração sexual, entre outros. O guia está disponível para consulta no site da Rede Andi Brasil.
 
O guia traz questões da área jurídica, como a publicação de imagens e a necessidade de permissão para entrevistas, informações sobre os papéis de delegacias da criança e varas especializadas e terminologia considerada adequada. Algumas das orientações:
 
Permissão para entrevistas - entrevistas, gravações e fotografias devem sempre ser feitas com permissão da criança e de seu responsável. O guia orienta que a permissão seja obtida "em circunstâncias que garantam que as crianças e seus responsáveis não foram coagidos e que entenderam que o material colhido faz parte de uma matéria que pode ser veiculada local ou globalmente".
 
Identificação da criança ou do adolescente vítima de violência ou culpado de crime - crianças e adolescentes suspeitos ou culpados de crimes ou que sejam vítimas de abuso ou exploração sexual devem ter o nome alterado, sem identificação visual ou publicação de nomes de parentes e endereço de residência. O Estatuto da Criança e do Adolescente veda a divulgação de atos judiciais, policiais e administrativos que digam respeito a crianças e adolescentes a que se atribua autoria de ato infracional. Esse procedimento de preservação da imagem é válido mesmo caso a criança ou o adolescente acusado de ato infracional tenha morrido.

28/07/2008

Entra no ar o Cuil, nova ferramenta de buscas que pretende competir com o gigante Google

Está no ar o buscador Cuil (pronuncia-se "Cool"), criado por antigos funcionários do Google. Segundo os criadores da nova ferramenta, lançada nesta semana, o Cuil é capaz de indexar mais páginas que o Google e vai além das técnicas dominantes de busca: em vez de se basear em links e tráfego de audiência, a ferramenta analisa o contexto de cada busca.
 
O co-fundador e presidente-executivo da empresa Cuil diz que a ferramenta é capaz de indexar "parte muito maior da internet", segundo publicado em comunicado e reproduzido em texto da agência Reuters. O analista de buscas Danny Sullivan afirma que o Cuil pode investir e atuar melhor nas áreas em que o Google recebe mais críticas - uma queixa freqüente, por exemplo, é que os resultados do Google "favorecem" os sites mais populares.
 
Segundo texto do IDG Now!, o Cuil já indexou cerca de 120 bilhões de páginas da web e, de acordo com seus fundadores, garante a privacidade dos usuários: "ao fazer uma busca no Cuil, nós não coletamos qualquer informação que permita a identificação do usuário [como endereço IP e cookies]", afirma o texto "Your Privacy", na área "About us" do site.
 
O Cuil fornece resultados em blocos, acompanhados por uma caixa com categorias de resultados relacionadas ao tema da busca. O GigaBlog, blog da redação do UOL Tecnologia, preparou um post que descreve e analisa algumas das funcionalidades da nova ferramenta: Veja as primeiras impressões do Cuil, o buscador que quer tomar o lugar do Google.

24/07/2008

Internautas tendem a deixar site ao se depararem com anúncio incômodo, mostra pesquisa

Os internautas estão mais propensos a interromper a visita de um site quando se deparam com um anúncio publicitário incômodo. É o que indica uma pesquisa encomendada pela produtora de vídeos online HowTo.tv e feita pela agência australiana Opinion Matters com 1.046 adultos (16 anos ou mais).
 
Cerca de 73% dos entrevistados disseram já ter interrompido a navegação de um de seus sites favoritos devido a publicidade intrusiva. Em pesquisa semelhante feita em 2007, 50% dos entrevistados afirmavam ter feito a mesma coisa.
 
Cerca de 60% dos entrevistados disseram ter deixado de visitar um sites devido a publicidade considerada intrusiva ou irrelevante; entre os usuários com idade entre 25 e 34 anos, esse número sobe para 70%.
 
Entre os anúncios incômodos estão aqueles com som alto e que são difíceis de fechar ou minimizar, além de pop-ups que tapam o conteúdo do site. Entre os principais "praticantes" desse tipo de publicidade, os entrevistados citaram sites de jogos, serviços financeiros, fabricantes e lojas de carros, lojas de utensílios domésticos e empresas da área de beleza.

 


Leia mais:
 
80% dos internautas consideram intrusivo anúncio em vídeo online [post de 24/01/2008] - Uma pesquisa feita pela empresa de marketing americana Burst Media mostra que cerca de 80% dos internautas que já viram anúncios inseridos em vídeos online (anúncios in-stream) consideram intrusivo esse tipo de publicidade. Mais da metade deles afirma que deixa de assistir ao vídeo quando se depara com um anúncio desse tipo. (...)

18/07/2008

Número de domínios na internet cresceu 26% em um ano

A informação é da VeriSign, operadora global de registros .com e .net. Existem cerca de 162 milhões de domínios no mundo, segundo levantamento feito pela operadora no primeiro trimestre de 2008 e divulgado em texto da Folha. Trata-se de um aumento de 26% em comparação com o mesmo período de 2007.
 
No Brasil, o número de domínios cresceu 6,65% do final de 2007 a março de 2008, segundo a operadora. O país passou de 451 mil para 481 mil domínios. Na América Latina, o crescimento no período foi de 7,8% - de 1,47 milhão de domínios para 1,59 milhão.
 
No primeiro trimestre de 2008, a VeriSign registrou um aumento de 33% no número de domínios com códigos de países, atingindo a marca de 63 milhões.
 
Segundo o diretor de serviços e tecnologia da operadora Registro.br, ouvido pela Folha, a liberação dos domínios .com.br para pessoas físicas está impulsionando os registros no Brasil. A liberação foi decidida em abril deste ano pelo CGI.br (Comitê Gestor da Internet) e entrou em vigor no dia 1º de maio.

17/07/2008

Busca online precisa mudar para dar conta de "avalanche" de dados, defende jornalista Om Malik

Cerca de 10,7 bilhões de buscas online foram feitas nos EUA no mês de maio de 2008, 20% a mais do que em maio de 2007. Os dados, divulgados pela comScore, aparecem no artigo "Can Serendipity Make You Rich?", assinado pelo jornalista Om Malik e publicado no dia 14 de julho no site da BusinessWeek.
 
Segundo Malik, se por um lado os dados mostram um crescimento na busca pela informação, por outro eles deixam entrever as repetidas tentativas frustradas de se encontrar algo em meio a uma "avalanche" de dados.
 
"O problema é que são muitos dados entrando no meio online rapidamente, e o tradicional método de busca, de se encontrar uma informação primeiro e depois consumi-la, não vai funcionar por muito tempo", escreve Malik. Entre os motivos do crescimento exponencial de dados na internet, aponta, estão as ferramentas da Web 2.0 (blogs, redes sociais, RSS, Twitter), que facilitam a "criação de dados digitais".
 
Nesse mundo de profusão de informações, Malik aposta que a próxima mina de ouro será uma ferramenta que consiga limpar e organizar tudo isso. "Se alguém conseguir se tornar o Dolby da Web - remover o barulho e nos dar um som mais limpo -, essa pessoa ganhará muito dinheiro. E quando digo 'som limpo', me refiro a dados que sejam realmente úteis."
 
Malik diz que o ideal seria uma ferramenta de busca que conseguisse reunir e contextualizar dados de várias fontes online e que permitisse ao usuário encontrar, consumir e compartilhar informação. "Almost like serendipity", escreve Malik, retomando a palavra do título. Em português, "serendipismo": "dom de fazer descobertas felizes, por acaso" [dicionário Michaelis].

16/07/2008

Para editores britânicos, atenção aos comentários do público é essencial

Não ignorar a área de comentários e ouvir o que se diz sobre (e não apenas para) você e o veículo onde está publicado o conteúdo é essencial. Essas são as principais regras a serem seguidas pelos blogueiros segundo editores da BBC, do Channel 4 e do "The Guardian", que participaram do seminário "Learning To Talk: Blogs, Media and Accountabilty", realizado no dia 14 de julho em Londres.

 

Um resumo do que foi discutido está no blog da BBC, postado por Zoe Kleinman. De acordo com o texto, prestar atenção à área de comentários é especialmente importante quando os leitores apontam erros. Nesses casos, orienta o editor de blogs da BBC, Nick Reynolds, é necessário desculpar-se prontamente, ler os comentários e acompanhar a comunidade de leitores. Outro conselho é sempre responder e reconhecer a ajuda dos leitores.   

 

Sobre a necessidade de se ouvir o que dizem sobre seu blog ou veículo, Reynolds cita o caso de uma blogueira que postou uma nota em seu blog pessoal em crítica à BBC, depois de enviar uma reclamação à rede britânica e receber uma resposta insatisfatória. Reynolds encontrou o blog por acaso e enviou o link ao editor regional, que escreveu diretamente à autora do post.

08/07/2008

"Washington Post" quer integrar redações online e impressa

Fundir as operações online e impressa do jornal é a "maior prioridade" da publisher do "Washington Post", Katharine Weymouth, segundo texto do "Financial Times" traduzido e publicado pelo "Valor Econômico" na segunda-feira (7). A recente contratação do jornalista Marcus Brauchli como editor executivo do Post sinaliza essa preocupação. Como gerente editorial do "Wall Street Journal", cargo que assumiu em abril de 2007, Brauchli conduziu a integração das redações do veículo.
 
Em comunicado publicado no site Washingtonpost.com, Weymouth anuncia a contratação de Brauchli e afirma que ele será responsável pelas operações do veículo impresso e do site. Como gerente e principal responsável pela integração no "Wall Street Journal", escreve a publisher, Brauchli "deu ênfase ao conteúdo online quente e dinâmico, enquanto focava materiais originais e exclusivos no impresso".
 
Segundo texto publicado pelo "New York Times", a nomeação de alguém de fora do Post para o cargo de editor executivo sinaliza uma "mudança de gerações em um dos jornais mais influentes" dos EUA. O antecessor de Brauchli, Leonard Downie Jr, chefiou a redação do jornal durante 17 anos.
 
A própria Katharine Weymouth assumiu a chefia do Post há apenas cinco meses e, de acordo com o NYT, "é a primeira publisher do Post a ter controle direto sobre o website do veículo".
 
Ainda segundo o NYT, Brauchli deve enfrentar "sérios desafios" ao assumir a redação do Post. "Desde 2000, a circulação diária do jornal caiu de 800 mil para 673 mil" e "como todos os jornais, o Post não tem conseguido converter o grande tráfego do seu site em dólares suficientes para compensar a queda de circulação e anúncios no impresso", diz o NYT.
 
De acordo com o texto, "o Post respondeu às pressões financeiras reduzindo sua equipe editorial, que era de mais de 900 pessoas no começo desta década, para cerca de 700; e executivos do veículo dizem que ela pode encolher ainda mais nos próximos anos".
 
Como mostram as mudanças feitas por outros veículos jornalísticos, como a BBC, a integração é vista como um caminho para facilitar o trabalho em redações com equipes reduzidas.

07/07/2008

TSE impõe restrições ao uso da internet durante a campanha eleitoral

A Resolução nº 22.718, que define as regras para a campanha eleitoral de 2008, equipara legalmente a internet às demais mídias eletrônicas, proibidas de difundir opinião sobre candidatos. Segundo texto publicado no domingo (6) pela Folha Online, "na prática, a equiparação significa que as inúmeras ferramentas da internet --como blog, e-mail, web TV, web rádio e páginas de notícias, de bate-papo, de vídeos ou comunidades virtuais-- não poderão ser usadas para divulgar imagens ou opiniões que configurem apoio ou crítica a candidatos".

 

Segue o texto da Folha Online:

 

TSE restringe uso de internet na campanha

 

LILIAN CHRISTOFOLETTI
da Folha de S.Paulo

 

A restrição imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral ao uso da internet como instrumento de propaganda fechou as portas do mundo virtual para a divulgação de informação jornalística e de manifestações individuais sobre candidatos.

 

A limitação está prevista na Resolução nº 22.718, uma espécie de guia para as eleições municipais deste ano. O ponto mais polêmico é o fato de o TSE ter equiparado legalmente a internet ao rádio e à televisão, que são concessões públicas.

 

A legislação eleitoral proíbe a mídia eletrônica de difundir opinião favorável ou contrária a candidato e ainda de dar tratamento diferenciado aos postulantes. Já os jornais e revistas, que são empresas privadas, não sofrem restrições.

 

Na prática, a equiparação significa que as inúmeras ferramentas da internet --como blog, e-mail, web TV, web rádio e páginas de notícias, de bate-papo, de vídeos ou comunidades virtuais-- não poderão ser usadas para divulgar imagens ou opiniões que configurem apoio ou crítica a candidatos.

 

A vedação cria situações inusitadas. Um texto desfavorável a uma candidatura, por exemplo, pode ser publicado num jornal impresso, mas não pode ser reproduzido em um blog.

 

Até mesmo o internauta poderá ser multado se criar sites, blogs ou comunidades pró ou contra candidatos. O tribunal entende que quem não pode praticar um ato por meio próprio também não pode praticar por meio de terceiros.

 

Consultas

Uma consulta e um mandado de segurança foram encaminhados ao TSE para tentar esclarecer as dúvidas sobre a internet na disputa de 2008.

 

A consulta, assinada pelo deputado federal José Fernando de Oliveira (PV-MG), questionava o uso do e-mail, do blog, do link patrocinado (anúncio em site de busca) e de comunidades virtuais como instrumentos de propaganda.

 

Os ministros do TSE não chegaram a um consenso.

 

Enquanto o presidente da corte, Carlos Ayres Britto, defendeu a internet como um espaço de liberdade de comunicação e, por isso, não sujeita a restrições legais, o colega Ari Pargendler apresentou cerca de 45 propostas de controle da rede mundial de computação.

 

O TSE optou pelo voto do ministro Joaquim Barbosa, que propôs postergar a discussão para casos concretos que ainda serão levados ao tribunal.

 

O mandado de segurança foi iniciado pelo Grupo Estado, que criticou a equiparação da internet às empresas de radiodifusão. Sem analisar o tema, o TSE rejeitou o recurso.

 

Reação

Advogados de empresas jornalísticas com portais na internet criticaram a resolução.

 

"É uma situação absurda. Um site vinculado a um jornal ou a uma revista pertence a um grupo privado, não é uma concessão pública, não pode ser censurado", disse o advogado do Grupo Estado Afranio Affonso Ferreira Neto.

 

Para ele, um internauta não tem uma postura passiva diante da notícia, ele precisa "navegar" até encontrar o que busca.

 

O advogado Luís Francisco Carvalho Filho, da Folha, também criticou os limites impostos pela resolução. "Como cidadão, tenho o direito de expressar a minha opinião em um blog, de dizer em quem voto e de criticar candidatos." Para Carvalho Filho, a maioria das questões sobre o uso da internet na eleição serão certamente analisadas pela Justiça.

 

Luiz de Camargo Aranha Neto, advogado das Organizações Globo, defendeu o fim da regulamentação da internet, a exemplo do que já ocorre em outros países. "Mesmo porque uma fiscalização é impossível, você pode criar um site num provedor do exterior. Como a Justiça vai impedir?"

 

Para o especialista em direito eletrônico Renato Opice Blum, a tendência é, aos poucos, a legislação brasileira ser menos proibitiva com a internet. "Mais cedo ou mais tarde, nós também teremos uma regulamentação mais equilibrada."

 

No mês passado, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio divulgou uma portaria permitindo o uso de blog, de site e de comunidade do Orkut na eleição. Vetou o uso do e-mail.


Leia mais:

 

Promotoria quer punir "casos emblemáticos" (Folha de S. Paulo, 06/07/2008)

 

DA REPORTAGEM LOCAL

 

A Justiça Eleitoral terá de criar uma megaoperação se quiser punir o uso da internet na disputa eleitoral. Basta um passeio pela página do Orkut, que é um site de relacionamentos, ou do Youtube, onde qualquer pessoa pode postar um vídeo, para encontrar milhares de referências positivas ou negativas a pré-candidatos. (...)

 

Justiça impede a propaganda eleitoral no Orkut (Folha de S. Paulo, 06/07/2008)

 

DA AGÊNCIA FOLHA

 

Ações da Justiça Eleitoral pelo país vêm reprimindo comunidades no Orkut que promovem candidatos às eleições de outubro. A criação das páginas no site de relacionamentos é considerada propaganda antecipada. (...)

03/07/2008

Para Nielsen, usuários hoje são mais lentos para mudar versão de browsers em suas máquinas

O Internet Explorer 6 (IE6), penúltima versão do browser da Microsoft, é o navegador mais utilizado pelos usuários do site da Salesforce, companhia norte-americana desenvolvedora de aplicativos. Jakob Nielsen, especialista em usabilidade e um dos diretores do Nielsen Norman Group, publicou em sua newsletter os dados divulgados pela Salesforce:
 
Internet Explorer: 83% dos acessos (62% IE6; 38% IE7)
Firefox: 14% dos acessos
Safari: 0,4% dos acessos
Outros browsers: 3% dos acessos
 
Segundo Jakob Nielsen, os dados da Salesforce são "muito mais úteis do que as estatísticas mais usuais sobre navegadores", pois representam acessos feitos principalmente a partir de computadores de empresas.
 
Com o IE7 foi lançado há 20 meses, em outubro de 2006, a taxa de adesão ao browser é de 2% ao mês, constata Nielsen. Segundo ele, em 1998 a adesão a novas versões de navegadores era de 1% por semana. "Os usuários são duas vezes mais conservadores agora", escreve. Por isso, conclui Nielsen, hoje vale mais do que nunca a orientação de que, em desenvolvimentos para a web, deve-se trabalhar sobre a penúltima versão do navegador. 
 
Levando-se em conta a taxa de 2% ao mês, afima Nielsen, serão necessários três anos para que as novas versões de navegadores alcancem 3/4 dos usuários, quantidade necessária, segundo ele, para que elas se tornem o padrão para desenvolvedores.
 
UOL
Um levantamento dos acessos à home page e a algumas estações do UOL no dia 9 de junho de 2008 também indica que o IE6 é mais utilizado do que o IE7. Alguns números encontrados:
 
48,7% dos acessos à home do UOL foram feitos pelo IE6; 40,4% pelo IE7; 9% pelo Firefox; 0,6% pelo Safari
o IE6 foi o browser mais utilizado nos acessos às estações UOL Cinema (51% dos acessos), UOL Esporte (41%), UOL Jogos (34,7%), UOL Celebridades (51,5%), UOL Diversão e Arte (38%), UOL Notícias (50%) e UOL Economia (44%)
UOL Tecnologia foi a única estação, entre as avaliadas, em que o IE7 foi o browser mais utilizado no dia 9 de junho: 42,5% dos acessos, enquanto o IE6 respondeu por 33%

01/07/2008

Brasil tem 41,6 milhões de pessoas com acesso à internet, segundo Ibope

O número de pessoas com acesso à internet no Brasil ultrapassou, no primeiro trimestre de 2008, a marca de 40 milhões, segundo dados divulgados pelo Ibope em 27 de maio. Medições feitas pelo instituto apontam que, no país, 41,565 milhões de pessoas com 16 anos ou mais têm acesso à internet em qualquer ambiente (casa, trabalho, escola, cybercafés, bibliotecas, entre outros).
 
Números obtidos pelo Ibope//NetRatings em maio de 2008 apontam que 23,1 milhões de pessoas usaram internet residencial ao longo do mês - 29% a mais do que em maio de 2007, quando os internautas residenciais do país eram 17,9 milhões. Em maio de 2008, o número de pessoas com acesso residencial à internet (usuários ou não) foi de 35,5 milhões.
 
Entre as categorias de sites com maior crescimento em relação a abril, Telecom e Serviços de Internet e Entretenimento foram as que obtiveram maior número de visitantes únicos em maio: respectivamente, 21,3 milhões e 19 milhões de visitantes.
 
No período de um ano (maio de 2007 a maio de 2008), as categorias que registraram maior crescimento em número de visitantes únicos foram: Informações Corporativas (39,6% de aumento), Casa e Moda (39,5% de aumento), Automotivo (35,7%), e-Commerce (34,8%) e Entretenimento (34,6%).
 
O Brasil continua a registrar, entre os países aferidos pela mesma metodologia, o maior tempo de navegação mensal por usuário: 23h48min. Em seguida, aparecem o Japão (21h34min) e a França (20h23min).
 
Banda larga
Entre abril de 2007 e abril de 2008, o número de internautas ativos com banda larga cresceu 53% no Brasil, segundo o Ibope. Texto publicado no site do Ibope em 29 de maio afirma que 82% (18,3 milhões) do total de usuários ativos em abril de 2008 utilizaram esse tipo de conexão. Em abril de 2007, eram 11,9 milhões.
 
 
Para registrar a audiência da internet brasileira, o Ibope trabalha com amostragem e usa, como base geral, os números da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (Pnad), feita anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
Para estabelecer o número de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente, o Ibope faz um levantamento trimestral, o Global Internet Trends (GNETT), a partir de um painel de aproximadamente 5,5 mil pessoas. (Flávia Siqueira)

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