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08/08/2011

The New York Times lança site que agrupa seus projetos em fase beta




Com um histórico de inovações em entrega de conteúdo online, o The New York Times resolveu agrupar seus experimentos em um único lugar, o site beta620.

Lá, as ferramentas em desenvolvimento poderão receber feedback do público e aqueles que forem bem-sucedidos devem, então, graduar para o site principal do jornal.

Há também um espaço dedicado para que os usuários enviem sugestões de novos recursos.

O jornal já contava com um site com função similar, o Insights Lab, mas este era exclusivo para membros convidados pelo staff do NYT.


A seguir, alguns dos projetos que estão sob avaliação:


Community Hub: A página exibe uma visão geral sobre o que os usuários do NYT estão comentando, classificando e recomendando.




Times Companion: Em resumo, a ferramenta permite que telas com dados adicionais, formulários e recursos interativos sejam exibidas sem que o usuário tenha que sair da página ou perca a possibilidade de navegar por ela.




Longitude: Notícias organizadas em um mapa para facilitar o encontro de assuntos de sua região ou local de interesse.




The Buzz: Essa ferramenta exibe qual a repercussão de cada conteúdo em diversas redes sociais.




NYTimes Crossword Web App: Desenvolvido em HTML5, as palavras cruzadas permitem uso off-line.




Times Skimmer: Projetos que já graduaram também estão na página do beta620. O Time Skimmer é um exemplo: com interface diferenciada, permite diversas opções de layout e personalização de atalhos de teclado. Interessante observar como a ferramenta evoluiu em relação a 2009, quando foi lançada





Leia mais em:

New York Times Launches Beta620, a Site for Its Experimental Projects

New York Times lança portal para seus projetos experimentais

28/06/2011

Twitter lança página com dicas para jornalistas


O Twitter lançou uma página oficial com dicas para que os jornalistas usem melhor suas ferramentas.

http://media.twitter.com/newsrooms/report

Entre as recomendações, estão o uso do Tweetdeck (cliente recentemente adquirido pelo Twitter), do Topsy (site que possui um histórico de tweets mais organizado, o que facilita a busca por mensagens antigas), além do uso de diversas ferramentas de integração, como botões de compartilhamento e interfaces para uso do microblog em websites.

Há também exemplos de jornalistas que conseguiram relevância com práticas simples como responder aos leitores, compartilhar seus gostos, revelar bastidores de apuração.

Além disso, o guia dá outras dicas (talvez bobas para quem está no Twitter há um tempo). Em resumo:


- Estilo e conteúdo importam, se você quer se destacar entre os milhares de tweets concorrentes.

- Use nome e sobrenome ao criar sua conta, assim as pessoas podem te achar mais facilmente;

- Inclua a url de seu site em sua bio; quem sabe até e-mail;

- Altere o background e foto de profile; deixe essas áreas limpas e informativas;



(Ps.: o Facebook também tem uma página um tanto semelhante em http://www.facebook.com/journalists)


Leia mais em:

Twitter Launches Guide for Journalists 

Facebook Reaches Out to Journalists With Page, Workshops

03/06/2011

@NYTimes substitui robôs por pessoas de verdade (por uma semana)



Durante cinco dias, o jornal The New York Times desligou o “robô” que alimentava com chamadas e links de notícias a sua principal conta no Twitter.

Em seu lugar, um controle 100% humano sobre o que era publicado.

Com caráter experimental, a fim de analisar a reação dos leitores a essa nova abordagem, os editores de mídia social Lexi Mainland (@lexinyt) e Liz Heron (@lheron) se revezaram no comando da conta @NYTimes de 23 a 27 de maio.

Além das chamadas, a conta passou a instigar os leitores a contribuir com perguntas, opiniões e relatos sobre temas varados. Além disso, começou a responder aos usuários, além de retuitar o que era dito por eles ou por repórteres e editores da casa.

Os resultados finais dessa experiência ainda não vieram a público, mas a avaliação de alguns sites que tratam de mídia é positiva.

“Ao chamar de experiência, o Times dá a entender que o resultado ainda é desconhecido. Eu diria que é muito mais uma demonstração: um esforço da equipe de mídia social para provar para o resto da Redação que o principal feed de Twitter do jornal merece recursos adicionais para manter uma abordagem mais humana e pessoal”, analisa Jeff Sonderman, do site Poynter.org

Sonderman também relembra a experiência do @WSJ, principal conta do jornal “The Wall Street Journal”, que é conduzida por pessoas desde janeiro de 2010. “As métricas subiram consideravelmente e quase imediatamente após mudarmos do automático para o pessoal.”, teria dito a ele Zach Seward, principal nome por trás da conta.

“Detalhes fascinantes e picantes que não foram incluídos na chamada podem ser usados para tornar o link mais ‘clicável’. Personalidade é um grande atrativo para feeds de Twitter populares; sem isso, sua conta é pouco mais que um feed RSS”, analisa Jessica Roy, do site 10000 words,


Leia mais em:

Humans vs. Cyborgs: Four Ways @NYTimes Has Changed This Week

The New York Times Turns Off Automated Twitter Account

Why The New York Times replaced its Twitter ‘cyborg’ with people this week

05/05/2011

Usuários de iPad preferem a noite para acessar notícias


É um gráfico antigo, de novembro de 2010, mas é bem útil. Mostra os horários em que usuários de smartphones, iPads e computadores mais acessam notícias online. Créditos para o jornal The Wall Street Journal, que o fez baseado em dados da comScore.



Perceba que de tarde se concentra o maior número de acessos dos usuários de computador (tchau, produtividade!). Note também que os computadores ainda correspondem a 97% dos acessos às notícias.

Já os usuários de iPad usam muito mais seus aparelhos de noite. Ou seja, dique feliz, você não é o único que fica tuitando da cama.


UPDATE (06/05/11): Apple domina mercado de tablets nos EUA com 82% de participação


(via @nadiakaku, comScore Datamine, The Wall Street Journal)

06/04/2011

A maior mudança no mundo das buscas desde o surgimento do Google


A era das palavras-chaves, caixas de texto e listas de links está para acabar. Em seu lugar, novas plataformas que ofereçam soluções imediatas para o usuário.

Essas são algumas das considerações levantadas pelo colunista de tecnologia Chris O'Brien, do site MercuryNews.com, após ouvir opiniões de pessoas inteiradas no assunto que indicam o mesmo caminho.


“Estamos vendo o pico e o declínio da busca indexada”, disse Roger McNamee, da empresa de investimentos Elevation Partners.

“Os ciclos de inovação do Google estão acelerando”, disse Amit Singhal, funcionário do Google que trabalha com qualidade de buscas. “Mas estamos apenas começando na nova geração das buscas”.

“Penso que a área de buscas, como a conhecemos, será a área tecnológica que mais rapidamente mudará na próxima década”, disse ao colunista o diretor do buscador da Microsoft, Bing, Stefan Weitz.



O mundo das buscas está se transformando e se dividindo em inúmeras direções simultaneamente, aponta O’Brian. 


Os aplicativos para smartphones, por exemplo, possuem todo um banco de dados particular, alheio aos buscadores, e oferecem soluções de bate-pronto para os usuários. Como os aplicativos que indicam onde há restaurantes perto de onde você está e os que permitem a leitura de sinopses e compras de ingressos para filmes em dois cliques.

“Isso tem exigido que Google e Bing construam sistemas de buscas cada vez mais inteligentes para não apenas listar informações da rede, mas também para processá-las, refiná-las e convertê-las em informação que pode ser usada imediatamente”, diz O’Brian.

A longo prazo, a ideia é fazer os buscadores terem tanta inteligência artificial a ponto de saberem o que você quer sem nem sequer perguntar, segundo Singhal.

Outro ponto levantado por O’Brian é que será necessário resolver a relação com as redes sociais, que não abrem, ou abrem apenas parcialmente, seu conteúdo para os sistemas de buscas. Por outro lado, as buscas internas, apesar de ter filtros de relevância, ainda não conseguem fazer direito buscas por informações antigas, por exemplo.


E o que as mídias tem a ver com isso?

A colunista Amy Gahran, do site Knight Digital Media Center, comentou o artigo de O”Brian, sugerindo que as empresas de mídia deveriam buscar novas ferramentas de análise de audiência. Ferramentas que levassem em conta não apenas os números de acesso, mas também a relevância do veículo e compartilhamento em aparelhos móveis.

Outra medida seria fornecer para mais pessoas os dados dessas análises, para que a equipe entenda o impacto de seu trabalho / como as pessoas têm chegado à sua informação e, assim, tome melhores decisões - como, por exemplo, concentrar mais esforços em histórias de maior impacto emocional nas redes sociais (http://www.scribd.com/doc/38417113/Working-Together-to-Build-Social-News).


Leia mais em:

O'Brien: Search undergoing biggest disruption since the dawn of Google

How search is evolving, and why news orgs must keep up


(via @PontoMedia)

 

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