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20/01/2010

The New York Times começa a cobrar por conteúdo online a partir de 2011. Leitores eventuais não devem ser afetados

 


Após meses discutindo formas de cobrar por seu conteúdo online, o jornal The New York Times anunciou no dia 20 de janeiro sua opção por um método misto: os usuários terão direito a ler certo número de matérias por mês sem pagar nada. Passado esse limite – ainda não estipulado – será cobrado um valor ainda indefinido para acesso irrestrito. Assinantes do jornal também terão acesso ilimitado. A cobrança passa a valer a partir de 2011, segundo o próprio NYT. 

“Eles [executivos do The New York Times Company] enfatizaram que a quantidade de acessos grátis pode variar com o tempo, dependendo das condições econômicas e dà demanda dos leitores”, informou o artigo do NYT. 

O formato é tido como meio de se cobrar dos leitores assíduos e livrar os eventuais, que chegam às notícias por links em outros sites ou sistemas de busca. 

Sites especializados em tecnologia, como TechCrunch  e Gizmodo, estão associando o anúncio precoce à revelação oficial do novo tablet da Apple, prevista para 27 de janeiro. No dia, espera-se que além do aparelho sejam anunciados diversos parceiros de conteúdo, inclusive o The New York Times. 

Na década de 90, o jornal cobrou pelo conteúdo online de usuários de fora dos Estados Unidos. De 2005 a 2007, cobrou-se pelo acesso a editoriais e colunas. Os formatos foram abandonados a favor do aumento da audiência e o conseqüente retorno com publicidade, segundo o NYT. As discussões sobre cobrança de conteúdo jornalístico online ganharam força em 2009, devido à constante queda nas vendas de jornais impressos e a crise econômica mundial que minguou as receitas publicitárias, segundo a Folha Online.


Leia mais em:  

The Times to Charge for Frequent Access to Its Web Site 

"New York Times" voltará a cobrar por conteúdo on-line em 2011 

Jornal "The New York Times" cobrará por conteúdo na web a partir de 2011 

 

14/01/2010

Erros de 2009, acertos para 2010


Para manter a qualidade do que é produzido em redações cada vez mais enxutas, não basta pedir a quem permanece para ter cuidado redobrado e abraçar responsabilidades que antes eram de outros, divaga Craig Silverman em seu balanço 2009 publicado na coluna Regret the Error, espaço que discute a qualidade de conteúdo jornalístico com respaldo do site 
Columbia Journalism Review.

“Pedir aos repórteres para usar corretores não é um caminho para a precisão. Corretores podem levar a tantos erros quanto corrigem. A ordem para que os repórteres leiam o texto depois de editado é útil e, francamente, já deveria estar estabelecida. Mas a questão maior é que essas medidas de controle de qualidade não fazem muito para melhorar o nível de precisão. Exagerando, as chamaria de soluções band-aid.“

Segundo Silverman, os processos atuais de produção não previam equipes tão enxutas. A solução seria, então, treinar os funcionários para novas funções, e não apenas atribuir a eles essas responsabilidades.

Se por um lado a Redação sofre para manter os níveis de qualidade, por outro os leitores estão mais engajados que nunca em apontar os erros, principalmente com a facilidade que a internet proporciona.

“A ironia é que esse impasse emerge enquanto profissionais encarregados de checar informações (copy editors), tradicionalmente empregados em revistas, estão sendo demitidos. Como resultado, parece que o futuro da checagem de informação tende para sistemas e organizações abertas, públicas e participativas”, afirma Silverman.

Apesar de ter visto poucas melhorias em 2009, o colunista aponta algumas boas iniciativas:


hNews  

Microformato é uma abordagem sobre códigos XML que busca atribuir valores semânticos a conteúdos online de forma a facilitar sua busca. O hNews é um desses microformatos, em desenvolvimento pela Media Standards Trust e Web Science Research Initiative, organizações que afirmam ter como objetivo o desenvolvimento da qualidade de conteúdo jornalístico e das tecnologias na web, respectivamente.

Assim, se hoje já é possível criar quadros informativos sobre determinado texto (autoria, datas de alteração etc.), no futuro será possível determinar os tipos de fontes que alimentam a reportagem (testemunhas oculares, especialistas, porta-vozes etc.) e avisar aos usuários que o texto que lera antes sofreu alterações desde sua última visita. 


MediaBugs 

Site bancado pelo Knight Foundation que pretende reunir erros cometidos pela mídia, a partir da contribuição de leitores, e incentivar a sua correção. A operação deve começar este ano.

Os autores afirmam que, apesar de muitos órgãos de imprensa já terem canais de comunicação de erros, alguns ainda não têm e outras, mesmo tendo, não dão retorno para as reclamações dos leitores. Outro objetivo é fazer o meio de campo entre redação e público de uma forma mais civilizada.


DjangoCortex  

Ainda em testes no grupo de projetos especiais do “Times”, o código permite a criação automática de páginas que listam modificações feitas em um site (como correções realizadas em textos, álbuns etc.). O código também gera uma lista para leitores de RSS. A idéia, segundo Silverman, é que as empresas pensem nas correções como parte do conteúdo do site com a mesma importância das produções editoriais.


Relatório sobre Unpublishing  

Unpublishing (despublicar, em tradução livre) é uma palavra adotada na América do Norte para o ato de retirar um texto do ar mediante solicitação do público ou de fontes.

Kathy English, editora pública do jornal Toronto Star, do Canadá, produziu o relatório “The longtail of news: To unpublish or not to unpublish” (A calda longa da notícia: despublicar ou não despublicar), após consultar 110 organizações noticiosas da América do Norte.

English afirma que a maior parte das reivindicações é relacionada a matérias envolvendo processos criminais. Daí a preocupação crescente com o acesso facilitado que a web proporciona aos arquivos de jornais e a tendência dos meios de comunicação de não acompanhar o desenvolvimento desses processos por longos períodos.


Correção do Ano

Silverman relaciona periodicamente erratas interessantes publicadas pelo mundo. No último post, ele elegeu “A” correção de 2009.

A escolhida foi uma errata publicada pelo Washington Post no último 3 de dezembro. A reportagem fazia referência à música “911 is a Joke” (911 é uma piada), do grupo Public Enemy, que critica a demora no atendimento dos serviços de emergências cujo número de telefone é 911.

O revisor da matéria, não conhecendo o grupo, acreditou que o título fazia referência aos ataques de 11 de setembro de 2001 (9/11) nos Estados Unidos.

Além das críticas pela demora na correção – o texto original foi publicado em 26 de novembro – e do constrangimento da repórter que assinou o artigo – o erro não foi dela, mas sim do revisor que alterou o texto –, o caso fez barulho no Twitter, gerando a hashtag #washigntonpostcorrections: usuários começaram a postar erratas satíricas sobre fatos diversos.

“Erratas muitas vezes são interessantes. Este é um ótimo exemplo. Mas o uso de uma errata para criar uma hashtag é também um poderoso lembrete de que o público sabe o que as erratas são e porque elas existem“, afirmou Silverman.


Leia mais em:

Mission: Quality Control 

Crunks 2009: The Year in Media Errors and Corrections  

Wash. Post’s “911 Is a Joke” correction exposes problem with paper’s correction policy

08/12/2009

Google testa nova forma de apresentar notícias em conjunto com The New York Times e The Washington Post





O Google tornou pública no dia 8 de dezembro uma nova plataforma para exibição de notícias, o Living Stories, criada em parceria com os jornais “The New York Times” e ”The Washignton Post“.

A plataforma permite aos sites a criação de páginas temáticas que agrupam notícias relacionadas. É possível escolher diversas opções de filtros: cobertura nacional ou internacional, só artigos, só “aspas”, só gráficos, só vídeos, só imagens etc. A plataforma também cria uma linha temporal com base na data de publicação das notícias. Outro recurso é a leitura de vários artigos sem que seja necessário navegar entre páginas.

“Um típico artigo de jornal se inicia com as informações mais importantes e interessantes, e segue com informações adicionais de menor importância. Informações de coberturas anteriores são muitas vezes repetidas em cada novo artigo online, e o mesmo artigo é apresentado para todos não importando se eles já leram aquilo ou não”, afirmam Neha Singh, engenheira de software, e Josh Cohen, Gerente de Produtos Sênior, no blog oficial do Google.

As páginas estão hospedadas no Google Labs, ambiente de testes da Google. Mas, segundo o “The Washington Post”, em um período de dois a três meses, se os testes forem satisfatórios, as páginas serão hospedadas nos sites dos jornais.

Se a plataforma for bem sucedida, os planos são disponibilizá-la a outros publicadores de conteúdo. "Pense em como os publicadores usam o Google Maps", disse Josh Cohen, responsável pelo Living Stories, ao site The Business Insider.

“No caso do NYT, o site do jornal já tem milhares de páginas temáticas. Mas essas iniciativas não trouxeram grandes tráfegos de leitores ou muitos anúncios”, conta Richard Pérez-Peña, em artigo do NYT em que anuncia a plataforma.

“Ao agrupar histórias de vários dias em um único endereço de web, os jornais poderão aumentar seu ranking na indexação do Google, o que leva a uma melhor posição nos resultados de busca”, afirma Howard Kurtz, em seu artigo no "The Washington Post" em que anuncia a plataforma.

As conversas entre as três empresas tiveram início no começo do ano. Segundo o site "The Business Insider", não houve dinheiro envolvido na parceria.

Tanto o "The New York Times" quanto o "The Washington Post", nos artigos em que apresentam a nova parceria, citam a iniciativa como uma nova solução para exibição de conteúdo online para a geração que cresceu em ambientes de busca e que está mais habituada a eles do que a navegar por grandes portais. Segundo o NYT, "o anúncio do ‘Living Stories’ é um exemplo da possibilidade de colaboração do Google com os jornais, num momento em que alguns dos maiores publishers têm responsabilizado a empresa por danos aos seus negócios já em crise".




(Via Ponto Media)

23/11/2009

Microsoft pretende pagar para que produtores de conteúdo saiam do Google News


A Microsoft deu suas primeiras cartadas no que tange a crescente disputa comercial entre agregadores de notícias e produtores de conteúdo. Segundo artigo do
Financial Times deste domingo, 22 de novembro, a Microsoft ofereceu pagar para que jornais não disponibilizem seu conteúdo no Google News.

O Google News indexa notícias de vários sites na forma de listas de links com algumas informações prévias: foto (quando há), título e primeiras linhas da notícia. Os sites têm a possibilidade de sair da listagem.

Segundo o jornal britânico, as negociações estão mais avançadas entre a Microsoft e a News Corp.

O grupo anunciara no dia 17 de novembro o início da cobrança pelo acesso aos sites do “The Times” e “The Sunday Times” a partir de abril de 2010.

“O interesse da Microsoft está sendo interpretado como um ataque direto ao Google, porque o ato coloca pressão para que o serviço de busca comece a pagar por conteúdo”, afirma o artigo do Financial Times assinada por Matthew Garrahan, Richard Waters e Andrew Edgecliffe-Johnson.

(Via
IDG Now!)

"Nós precisamos superar a cultura do gratuito", afirma editor do “The Times”




O jornal britânico “The Times“ adiantou para abril de 2010 o início da cobrança pelo acesso a seu conteúdo online. Antes, o plano era começar a cobrança em junho daquele ano, informou o site IDG Now!.

O “The Sunday Times”, pertencente ao mesmo grupo, também passará a cobrar pelo acesso na mesma época.

Quem deu a notícia foi o editor James Harding, enquanto participava de uma mesa redonda realizada pela Sociedade de Editores em Londres no dia 17 de novembro.

Harding posicionou-se contra o que chamou de cultura do gratuito. “Nós temos visto o que a cultura do gratuito tem feito à indústria de música e acreditamos que não podemos, como um negócio ou como uma sociedade, permitir que isso aconteça com as notícias”, disse.

A cultura do gratuito é um conceito que ganhou forma pelas mãos do editor da revista Wired, Chris Anderson. A idéia é de que, conforme os meios de armazenamento e transmissão ficam mais baratos, diminui proporcionalmente a necessidade de se cobrar por conteúdo.

Anderson também defende que muitos conteúdos sejam vendidos por valores mínimos, em contrapartida à cultura dos Best-Sellers, e a existência do Freemiun, um modelo misto de conteúdos grátis e conteúdos exclusivos pagos, segundo a Folha Online

Quanto à forma de cobrança do The Times, Harding afirma que estudos ainda estão sendo realizados, mas acredita que haverá tanto a cobrança de mensalidades, quanto a cobrança por acesso único de 24 horas. Este custaria aproximadamente o mesmo valor de um jornal impresso (US$1,50 dólar se segunda a sexta), segundo o Financial Times.  

A fixação da data de cobrança acontece seis meses após Rupert Murdoch, dono da News Corp, administradora do “The Times”, anunciar sua intenção de cobrar por conteúdo online, citando o sucesso do modelo empregado pelo jornal “The Wall Street Journal”, com seções exclusivas para pagantes.


The New York Times

O investidor mexicano Carlos Slim Helu, que em janeiro injetou cerca de US$ 250 milhões de dólares e conseguiu 7% das ações do “The New York Times”, defendeu que o jornal deve adotar um modelo misto de conteúdos grátis e pagos em uma reunião do conselho de CEOs do jornal The Wall Street Journal realizada no dia 17 de novembro, de acordo com o próprio jornal.  Helu é o terceiro maior acionista da publicação.

Em junho deste ano foi anunciado que o NYT decidiria como cobrar por seu conteúdo até o fim daquele verão, de acordo com o site Brand Republic. No hemisfério norte, é quase inverno agora. “É uma decisão muito mais difícil, mais complicada do que parece, para todos os especialistas. Não há um consenso claro sobre o caminho certo a seguir” disse o editor executivo Bill Keller à coluna do editor público do jornal, Clark Hoyt, no fim de outubro. 


Maioria rejeita pagamento nos EUA, diz pesquisa


Apenas uma em cada cinco pessoas admite ter de pagar por conteúdo informativo, apontou pesquisa realizada pela Forrester Research com 4.711 consumidores norte-americanos, via e-mail, em 2009.

Mesmo os que estão dispostos a pagar não são igualmente abertos aos diversos meios de cobrança.

Do total de pesquisados, 8% preferem assinaturas para ter acesso ao conteúdo online. Outros 8% preferem uma assinatura que permita acesso via computador, celular e material impresso. Outros 3% querem pagar por artigo acessado, em um sistema de micropagamentos, de acordo com o site Media Week.

10/11/2009

ANJ, O Globo, Grupo Estado e Folha aderem à Declaração de Hamburgo


A ANJ (Associação Nacional de Jornais), o Grupo Estado e os jornais “O Globo” e Folha aderiram agora em novembro à Declaração de Hamburgo, documento produzido em julho, após encontro entre Conselho Europeu de Publishers e Associação Mundial de Jornais, com o objetivo declarado de defender a propriedade intelectual dos textos jornalísticos reproduzidos na internet. 

A adesão dos grupos brasileiros ocorreu durante reunião da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), realizada de 6 a 10 de novembro, em Buenos Aires, Argentina.

A reportagem da Folha, publicada dia 8, pode ser lida na
versão online do jornal. Na Folha Online também há texto disponível. O Estado também noticiou o apoio. 

“’Obviamente todos os editores de jornais e revistas são favoráveis a que todos tenham acesso a internet’. Mas, ‘oferecer gratuitamente o conteúdo significa doar algo que necessariamente precisa ser refinanciado’”, afirmou o editor alemão Florian Nehm, representante do Conselho Europeu de Publishers, durante o evento, de acordo com a reportagem da Folha.


A Declaração de Hamburgo 

A declaração foi publicada no dia 26 de junho deste ano, após reunião realizada em Berlim entre o Conselho Europeu de Publishers e a Associação Mundial de Jornais. Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, cerca de 170 assinaturas foram coletadas na ocasião, entre órgãos de imprensa e editoras. A íntegra, encontrada no site do Conselho Europeu de Publishers, segue abaixo:


Declaração de Hamburgo a respeito dos direitos de propriedade intelectual


A internet oferece imensas oportunidades para o jornalismo profissional – mas somente se as bases para sua rentabilidade permanecerem seguras nos canais digitais de distribuição. Atualmente, este não é o caso.

Vários agregadores de conteúdo estão usando o trabalho de autores, editoras e emissoras sem pagar por isso. No longo prazo, isso compromete a produção de conteúdo de alta qualidade e a existência do jornalismo independente.

Por essa razão, nós defendemos fortemente urgentes melhorias na proteção da propriedade intelectual na internet.
 

Acesso universal aos websites não significa necessariamente acesso gratuito. Nós não concordamos com aqueles que defendem que a liberdade de informação só se estabelece quando tudo é disponibilizado de graça. 

O acesso universal a nossos serviços deve estar disponível, mas daqui por diante não queremos mais ser forçados a ceder nossas propriedades sem consentimento.

Nós então saudamos a crescente resolução dos governos federais e estaduais por todo o mundo de continuar a apoiar a proteção dos direitos dos autores, editoras e emissoras na internet.

Não deve haver partes da internet onde as leis não são aplicadas. Legisladores e governos em nível nacional e internacional devem proteger mais efetivamente a criação intelectual de valor feita por autores, editoras e emissoras. O uso sem autorização de propriedade intelectual deve permanecer proibido quaisquer forem os meios de distribuição.

Por último, o princípio fundamental de que nenhuma democracia pode seguir sem um jornalismo independente deve também se aplicar a World Wide Web.


Google 

Segundo o jornal português "Diário de Notícias", em reportagem publicada em julho, o diretor do Google Josh Cohen reagiu  à Declaração de Hamburgo apontando a existência do mecanismo de exclusão de páginas dos sistemas de busca Robots Exclusion Protocol (REP).

O jornalista português Paulo Querido também criticou a declaração e defendeu os agregadores: “Não se espantem pelo encolher de ombros da Google, pouco ou nada impressionada com os prefixos e sufixos dos cartões intitulados 'Declaração de Hamburgo'. A Google vive neste paradigma: por cada Expresso, SIC ou Blitz que se desindexe, surgem dez TMZ, Huffington e Techcrunch a ocuparem — com a clara vantagem dos nativos deste meio — o seu lugar.”

22/10/2009

Site testa aceitação de chamadas online




O site The Huffington Post tem feito uma espécie de consulta pública para selecionar melhores manchetes, de acordo com artigo publicado por Zachary M. Seward no site da Nieman Journalism Lab.

Funciona assim: o “Huffington” cria duas chamadas diferentes para uma mesma notícia. Cada leitor, ao acessar o site, recebe uma das duas versões, aleatoriamente. Aquela que receber mais cliques em cinco minutos vira a manchete “oficial”, que é então exibida para todos os usuários.

Segundo o diretor de tecnologia do site, Paul Berry, está em análise a criação de versões distintas da página principal para usuários das costas Leste e Oeste dos Estados Unidos. Berry usou a cobertura do Oscar para exemplificar a necessidade de duas "edições" para a página: “ [O Oscar] era notícia velha para os leitores da costa Leste, ao meio-dia, enquanto os leitores da costa Oeste ainda estavam acessando a Internet pela primeira vez [no dia]", disse Berry a Seward.


Você deveria me seguir no twitter

Seward também destacou um rápido experimento feito pelo designer Dustin Curtis com chamadas e taxa de cliques.

No pé das páginas de seu site, Curtis mantém um link para o Twitter. Durante cerca de duas horas do dia 14 de julho, ele alterou a chamada para sua conta várias vezes com o objetivo de ver quais atraiam mais cliques. Durante o período, cerca de 5 mil visitantes viram as diversas combinações de palavras.

“Estou no Twitter" (I’m on Twitter), com link na palavra “Twitter” teve índice de clique de 4,7%. Já o comando “Me siga no twitter “ (Follow me on twitter), com o “T” em caixa baixa, teve índice de 7,31%.

Um comando mais forte, “Você deveria me seguir no
twitter” (You should follow me on twitter) conseguiu 10,09% de cliques.

E ao indicar claramente onde deveria ser clicado, Curtis obteve 12,81%: “Você deveria me seguir no twitter
aqui” (You should follow me on twitter here).

Em outras palavras, da primeira frase até a última houve aumento de 173% no índice de cliques.

Curtis crê que os fatores que influenciaram o crescimento foram o uso de palavras mais pessoais (você), de comando (deveria) e indicativos (aqui).

Outras frases foram experimentadas, com “por favor” no lugar de “deveria” e a frase inteira sendo um link. Mas, segundo Curtis, nenhuma teve tanto êxito quanto “Você deveria me seguir no
twitter”.

30/09/2009

Números e flashes sobre mídia, internet, celulares e comportamento no vídeo "Did You Know? 4.0"





Desde 2007, a série de vídeos "Did You Know?" reúne informações sobre sociedade, mídia e comportamento diante de novas tecnologias. A última edição foi publicada no dia 16 de setembro. Entre outras informações, a versão atualizada, produzida pela consultoria de design XPLANE, em parceria com a revista “The Economist”, destaca  números de audiência da web, projeções sobre o uso de celulares, download de músicas. No vídeo, as informações são apresentadas em tópicos.

Segue abaixo uma seleção dos principais destaques junto a uma pesquisa com detalhes e links sobre cada tópico.


A circulação de jornais impressos teve queda de 7 milhões de unidades nos últimos 25 anos. A audiência de jornais online subiu 30 milhões de acessos únicos nos últimos 5

Segundo a revista Editor & Publisher International Yearbook, a queda de 7 milhões corresponde aos jornais dominicais. Quando se trata dos diários, a queda é pior: 14 milhões no intervalo entre 1983 e 2008. Já a audiência de 30 milhões dos jornais online se refere à comparação entre as médias mensais de 2004 e 2009, segundo a Nielsen Online. Se comparados em números absolutos, a audiência alcançada em julho de 2009 já ultrapassa toda a audiência registrada em 2004.



Os celulares serão a principal ferramenta para se conectar à internet em 2020 

No final de 2008, a Pew Research Center perguntou a líderes de internet, ativistas e analistas qual seria o futuro da internet. Entre as previsões, os especialistas apontaram que os celulares seriam a principal ferramenta de conexão, os sistemas de toque e reconhecimento de voz estariam mais desenvolvidos e as realidades virtual e artificial teriam maior espaço no dia-a-dia das pessoas.



Em média, um adolescente norte-americano envia 2,3 mil sms por mês 

Os números foram levantados pela Nielsen e referem-se ao último trimestre de 2008, segundo reportagem do jornal “The New York Times”. A matéria também traz a crescente preocupação com a saúde desses jovens devido ao excesso de troca de mensagens.



Os meios tradicionais vêem suas receitas publicitárias diminuírem. Os digitais, o contrário

Segundo projeções da empresa de investimentos Veronis Suhler Stevenson, em 2009 as verbas gastas com publicidade nos Estados Unidos cairão como um todo: nos jornais, -18,7%; nas revistas, -14,8%; no rádio, -11,7%; na televisão, -10,1%. Já os celulares devem registrar alta de 18,1% e a Internet, 9,2%.



49% pagariam para ver conteúdo sem propagandas 

A consultoria Accenture realizou pesquisa com 13,6 mil pessoas em 13 países, de janeiro a fevereiro de 2009, e concluiu: um número crescente de consumidores pagaria para ter conteúdo com menos anúncios publicitários (12 pontos percentuais a mais que em 2008). 



Os americanos tiveram acesso a 1 trilhão de sites, 65 mil aplicativos do iPhone, 10,5 mil estações de rádio, 5,5 mil revistas e mais de 200 emissoras de TV a cabo

Em julho de 2008, o blog oficial do Google anunciou que seus sistemas apontavam a existência de 1 trilhão de páginas; Em julho de 2009, a firma de análises de serviços móveis Flurry registrou 65 mil aplicativos na App Store; Já os dados de rádio, revistas e emissoras de TV a cabo são do livro Grown up digital, de Don Tapscott, lançado em 2009. 



Em 2008, 95% das músicas baixadas não foram pagas
 

Segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês), usuários do mundo todo fizeram o download de cerca de 40 bilhões de arquivos de música sem pagar nada por isso.



93% dos adultos nos EUA possuem celular. Um terço ainda desconfia da segurança de se fazer compras com o aparelho


O levantamento foi realizado entre 29 de abril e 1º de maio de 2009, com cerca de 2 mil adultos residentes nos Estados Unidos. A empresa que fez a pesquisa, Harris Interactive, constatou: entre os dispostos a fazer compras pelo celular, 75% adquiririam itens de entretenimento (ingressos, música, vídeos, jogos); 68% comprariam itens alimentícios (pizzas, fast foods, café); 55% alugariam quartos de hotéis; 40% comprariam passagens.



90% dos 200 bilhões de e-mails enviados diariamente são spam
 

Segundo relatório da Symantec's MessageLabs, 90,4% de todos os e-mails enviados em junho de 2009 são spams, sendo que destes, 83,2% foram enviados por botnets (“robôs” que enviam as mensagens automaticamente).  



O vídeo será apresentado durante o Media Convergente Forum, evento a ser realizado nos dias 20 e 21 de outubro em Nova York sob organização da revista "The Economist". Entre as pautas de discussão estão futuro, novas tecnologias, inovações em mídias sociais entre outras idéias. A taxa padrão de inscrição é de US$ 2.495 dólares


Leia mais em: 

Did You Know 4.0 

Shift Happens Wiki (Informações complementares à série "Did You Know?")

Did You Know 3.0 

Did You Know 2.0 

Media Convergence Forum 


(Via Blog do GJOL)

21/09/2009

Câmara derrubou emendas do Senado e aprovou Reforma Eleitoral em toque de caixa

 


A Câmara dos Deputados aprovou no dia 16 de setembro a Reforma Eleitoral retirando diversas emendas aprovadas menos de dois dias antes pelo Senado Federal.

Entre as medidas reprovadas estão necessidade de reputação ilibada para que o candidato possa concorrer; a realização de novas eleições em caso de cassação de prefeitos, governadores e presidentes; e a permissão para que candidatos à Presidência publiquem anúncios publicitários em sites de internet.

A regra que permite aos sites noticiosos emitir opiniões sobre os candidatos permaneceu no texto. Segundo a Folha Online, apenas esta e mais outras três emendas do Senado foram mantidas – duas sobre anúncios irregulares veiculados sem consentimento dos provedores e uma que permite que sites de candidatos permaneçam online mesmo nos dias de votação.

Os debates continuam com limitações. Os veículos que os promovem precisam convidar todos os candidatos cujo partido conte com pelo menos 10 deputados federais e realizar as conversas com pelo menos dois terços dos pleiteantes. As discussões podem ser divididas em blocos, cada um contando com pelo menos três candidatos.

De acordo com a Folha Online, houve pressa na aprovação da Reforma, pois a casa desejava evitar o desgaste que seria provocado pelo debate público sobre as candidaturas de “fichas sujas” na justiça.

O texto, agora, segue para sanção presidencial. Para que valha nas eleições 2010, o presidente Lula tem de dar seu aval até 2 de outubro.


Leia mais em: 

Veja como ficou o texto final da reforma eleitoral aprovada pelo Congresso

Líderes da Câmara fecham acordo para liberar internet nas eleições; votação é realizada nesta noite

Câmara mantém restrições a debates eleitorais na internet; projeto vai à sanção presidencial

Câmara muda proposta do Senado, libera "ficha suja" e mantém internet livre 

Relator critica reforma aprovada na Câmara que proíbe propaganda eleitoral paga na web 

Deputados dizem que reforma foi apressada para derrubar veto à "ficha suja” 

Jobim diz que vai sugerir a Lula que vete artigo da reforma sobre voto impresso

 

16/09/2009

Reforma Eleitoral libera sites para emitir opinião; debates online têm restrições


A Reforma Eleitoral foi aprovada pelo Senado na última terça-feira, 15 de setembro, com texto que permite aos sites jornalísticos posicionarem-se contra ou a favor dos candidatos e publicar charges sobre o pleito, entre outras “liberdades” que não constavam no texto-base da Reforma.

A proposta inicial proibia os sites de "dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação, sem motivo jornalístico que justifique", sem definir o que era esse motivo jornalístico justificado.

Agora, com as emendas aprovadas, o texto afirma que "é livre a manifestação do pensamento", "vedado o anonimato" e "assegurado o direito de resposta" durante a campanha eleitoral, na rede mundial de computadores e em "meios de comunicação interpessoal mediante mensagens eletrônicas".

Os debates, no entanto, terão de seguir as regras aplicadas ao rádio e à TV: convidar todos os candidatos cujo partido tenha pelo menos 10 deputados federais e realizar o debate com pelo menos 2/3 dos pleiteantes, segundo UOL Notícias.


Outros pontos definidos:

- sites noticiosos poderão veicular anúncios publicitários de candidatos à Presidência da República;

- institutos de pesquisa terão de basear seus trabalhos em critérios sócio-econômicos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), como escolaridade, idade, sexo e nível econômico.

- campanhas poderão receber doações via Internet, com possibilidade de mantê-las anônimas ao público.

- serão realizadas novas eleições diretas em caso de cassação de prefeitos, governadores e presidentes;

- os candidatos terão de comprovar idoneidade moral e reputação ilibada para poderem concorrer; o texto, no entanto, não define se candidatos condenados em primeira instância podem ou não participar das eleições, por exemplo;

- as mulheres terão de compor, de fato, 30% do quadro de candidatos de cada partido; antes bastava a oferta, sem que fossem obrigatoriamente preenchidas.

- não haverá impressão de 2% dos votos para aferição.

- não será permitido o voto em trânsito (fora de seu domicílio eleitoral)

- não será permitida a publicidade eleitoral em outdoors


Para o jornalista e colunista do UOL Fernando Rodrigues, a maior restrição à Internet foi mantida porque a realização de debates fica submetida à concessão de espaço igualitário a muitos candidatos do pleito. Uma "anomalia", segundo Rodrigues.

O senador José Nery (PSOL-PA) afirmou que entrará com representação no STF caso seja mantida a possibilidade de exclusão dos candidatos "nanicos" dos debates em rádio, TV e Internet, de acordo com a Agência Senado.

O texto ainda precisa ser aprovado na Câmara dos Deputados e sancionado pelo presidente da República. Para entrar em vigor já nas próximas eleições, precisa ser publicado no Diário Oficial da União até o dia 3 de outubro.


Leia mais em:

Veja os principais pontos da reforma eleitoral aprovada pelo Senado (Folha Online)

Principais pontos da reforma eleitoral aprovada pelo Senado (Agência Senado)

Senado libera cobertura jornalística na internet durante as eleições; projeto volta para a Câmara  

Senado aprova nova eleição para substituir políticos cassados e continuidade de doações ocultas 

Debate eleitoral na web terá regra de rádio e TV 

Plenário chega a consenso e aprova internet livre nas campanhas eleitorais 

Nery: PSOL pode recorrer ao STF contra 'cláusula de barreira' em debates

Painel da Folha: Câmara já trabalha para derrubar veto à candidatura de "ficha suja"

Câmara recua e deve manter projeto do Senado sobre uso da web nas eleições

03/09/2009

Fim da lei de imprensa pode barrar restrições à web nas eleições


Enquanto o Congresso Nacional movimenta-se para limitar a cobertura jornalística online nas eleições de 2010, decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o fim da Lei de Imprensa pode confirmar que tal medida é inconstitucional, afirma o jornalista Fernando Rodrigues, em seu blog

O resumo da decisão – proferida em 30 de abril – foi finalizado no dia 2 de setembro pelo ministro Carlos Ayres Britto. O texto afirma que a Internet é “território virtual livremente veiculador de idéias, debate, notícia e tudo o mais que se contenha no conceito essencial da plenitude de informação jornalística no nosso país”. Este resumo tem força constitucional, segundo Rodrigues.

"Essa medida sufoca a liberdade de crítica das atividades de comunicação realizadas por meio da internet", afirma nota pública da Abramppe (Associação Brasileira dos Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais) e a Ordem dos Advogados do Brasil, de acordo com a Folha Online.

Enquanto isso, o senador Aloizio Mercadante afirma que apresentará emenda à Reforma Eleitoral, informa o blog do jornalista Josias de Souza. "A alteração que estou propondo à nova lei eleitoral é radical: liberar a internet e garantir o seu sentido histórico de liberdade", disse Mercadante em seu Twitter. O líder da bancada do PT, no entanto, defende que haja regras para o direito de resposta na web.

Segundo a Folha Online, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, também está estudando formas de eliminar as restrições à cobertura online das eleições. Um dos relatores da proposta, Eduardo Azeredo (PSDB), também admite recuar de seu parecer, permitindo liberdade aos textos online. Restrições ao conteúdo em áudio e vídeo permaneceriam.

A proposta que limita a atuação dos sites jornalísticos durante as eleições faz parte da Reforma Eleitoral aprovada no dia 2 de setembro pelas Comissões de Constituição e Justiça e Ciência e Tecnologia do Senado. O texto inicial já fora aprovado pela Câmara dos Deputados.

No Senado, a votação em plenário que seria realizada no dia 2 de setembro foi adiada para o dia 8, devido à falta de consenso na casa sobre alguns pontos polêmicos da proposta, de acordo com a Folha Online.


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28/08/2009

64,8 milhões de brasileiros têm acesso à internet


Segundo projeção do IBOPE Nielsen Online, cerca de 64,8 milhões de brasileiros com 16 anos ou mais tem acesso a algum meio para conectar-se à Internet.

Os dados, publicados pela Folha Online no dia 20 de agosto, referem-se ao segundo trimestre de 2009. No trimestre anterior, o número era de 62,3 milhões.

No entanto, esses números são apenas uma projeção da quantidade de pessoas que tem a possibilidade de, eventualmente, acessar a rede.  Seja em casa, no trabalho, em escolas, lan-houses, bibliotecas ou telecentros.

O monitoramento dos acessos efetivos é feito para usuários residenciais. Abaixo, a evolução:  



A partir de maio, o IBOPE Nielsen Online passou a monitorar também os acessos efetivos em ambiente de trabalho. Assim, a evolução dos acessos nos dois ambientes é a seguinte: 

mai/09 => 34,5 milhões 
jun/09 => 33,2 milhões 
jul/09 => 36,4 milhões


Tempo de Navegação

Também cresceu o tempo que o usuário brasileiro gasta com internet, de acordo com o IBOPE Nielsen Online. Em julho, a média por pessoa chegou a 71h30min, somando-se casa e trabalho. Em junho, foi de 69h55min.

Nesse cálculo entra todo o tempo online: tanto o gasto com sites como com messengers, programas de download, players de música online etc.

Quando se calcula o tempo gasto por usuários residenciais, apenas com sites, a evolução é a seguinte: 



O número de julho é 21% maior que o apresentado no mesmo mês de 2008. 

O Brasil continua líder em tempo de navegação entre os países monitorados pelo IBOPE Nielsen Online (Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, França, Japão, Espanha, Alemanha, Itália, Austrália e Suíça).


Publicidade também cresce

Em 2009, a internet foi o meio que mais viu crescer sua fatia do mercado de publicidade, segundo o Projeto Inter-Meios, que monitora o volume de investimento publicitário em mídia no Brasil.

No primeiro semestre de 2009, a publicidade online cresceu 22,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o mercado como um todo permaneceu praticamente estável, com crescimento de cerca de 1%.


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Internet chega a 64,8 milhões de brasileiros em julho 

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Internet residencial cresce 13,6% no Brasil em um ano 

Brasil tem 62,3 milhões de internautas, diz Ibope 

Investimento em publicidade on-line no Brasil cresce 22,8% no 1º semestre 

Projeto Inter-meios 

03/08/2009

Entrevista com Chris Anderson, editor da revista Wired



A "Der Spiegel" entrevistou Chris Anderson e UOL traduziu e colocou no ar nesta segunda. Vale a pena ler as opiniões e provocações do autor de "The Long Tail" e editor de cultura e tecnologia da “Wired”. Na entrevista, ele refuta o uso das palavras jornalismo, mídia e notícia. 

"Talvez a mídia deixe de ser um emprego e se transforme num hobby" 

29/07/2009

Panorama de alcance das redes sociais

Wave 4 "power to the people"
View more documents from Julius Trujillo.


Segundo estimativas do site Internet World Stats, a internet tem hoje quase 1,6 bilhão de usuários
. Já segundo a consultoria de mídia UM, 625 milhões são usuários ativos, ou seja, acessam a rede diariamente ou em dias alternados.

Essa mesma consultoria levantou alguns dados depois de entrevistar 22.729 usuários ativos, entre 16 a 54 anos, em 38 países. Por exemplo, 62,5% deles já criaram pelo menos um perfil em alguma rede social. E 82,8% já assistiram a vídeos online.

A pesquisa foi realizada entre novembro de 2008 e março de 2009, e divulgadas agora em julho na quarta edição da “Power to the People”, pesquisa que analisa o comportamento dos internautas em relação às mídias sociais – blogs, sites de compartilhamento de vídeos, redes sociais, messengers, entre outros.

“As plataformas de mídia social estão tornando-se mais multimídia. O número de blogueiros e usuários de redes sociais que tem subido fotos, vídeos, música e widgets continua a crescer”, informa a pesquisa.

Um levantamento realizado pela Nielsen apontou que, de 2007 para 2008, o tempo gasto com blogs e redes sociais cresceu 63%. No mesmo período, o tempo total de uso da internet aumentou 18%. Em outras palavras: se em 2007, de cada 15 minutos na internet um era dedicado aos blogs e redes sociais, em 2008 a relação passou a ser de 11 para um. No mesmo período, esses espaços, chamados de "comunidades de membros", ultrapassaram o e-mail como atividade mais praticada na internet (atrás de buscas, sites de interesse geral e sites de fabricantes de software). 

O Facebook registrou 250 milhões de usuários em julho deste ano. Tinha 150 milhões seis meses atrás. E o Twitter espera ter 1 bilhão de usuários até 2013, segundo projeções não-oficiais divulgadas pelo site TechCrunch. Os mesmos documentos apontam que o Twitter tem algo em torno de 12 milhões de usuários hoje em dia.

O relatório da UM aponta como as redes sociais como principais atores desse crescimento as, pois atendem tanto ao desejo das pessoas de pertencer a um grupo quanto ao de se expressar em diferentes formas – com a convergência de recursos, os dias em que os usuários precisavam ir a três sites diferentes para fazer comentários, publicar vídeos e interagir com os amigos estão desaparecendo, afirma texto que acompanha a pesquisa.


Números da UM





Principais atividades entre blogueiros quando publicam algo




Principais atividades entre usuários de redes sociais



(Power to the People => Wave 4: mar/09, 22.729 entrevistados, de 38 países)

Brasileiros publicam conteúdos em mais de um site


O Brasil é o quarto país com mais usuários ativos (21,9 milhões), atrás de China, Estados Unidos e Alemanha. Destes, 15,6 milhões alteram seu perfil em redes sociais, deixando o país na terceira posição, também atrás de China e EUA, segundo estimativas da pesquisa "Power to the People", realizada pela consultoria UM.  

De cada 4 minutos gastos na internet pelo brasileiro, um é dedicado a mídias sociais, como blogs, redes sociais e sites de compartilhamento de vídeo, de acordo com o relatório da Nielsen “Global Faces and Networked Places”.

No entanto, se os dados da última pesquisa da UM forem comparados com o levantamento do ano anterior, é possível perceber que as mídias sociais estagnaram ou perderam força entre usuários brasileiros. 

O percentual de usuários ativos que admitem ler blogs caiu de 87% para 62%, enquanto no mundo há estimativa de aumento - de 12 milhões para 13,5 milhões de leitores.

O relatório também aponta que os usuários brasileiros ainda acessam muitos sites diferentes para publicar seus conteúdos.


Números do Brasil



(Power to the People => Wave 3: mar/08, 17 mil entrevistados, de 29 países / Wave 4: mar/09, 22.729 entrevistados, de 38 países) 

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