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Reportagem publicada pela Folha Online nesta quarta-feira, 20 de agosto, aponta que o uso de banda larga cresceu 48,3% em 1 ano. Em junho passado, país somou 10,04 milhões de conexões fixas ou móveis, um crescimento de 19,5% sobre o trimestre anterior, segundo o jornal Folha de S.Paulo.
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Mara Gama às 17h49
No Brasil, o setor de banda larga móvel para desktops e notebooks cresceu 464% de junho de 2007 a junho de 2008, segundo reportagem do site IDG Now. Atualmente, há 1,3 milhão de conexões e espera-se que mais 1 milhão sejam criadas até o final do ano.
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Mara Gama às 17h46
Os vídeos profissionais têm a preferência dos internautas, segundo pesquisa do Pew Research Center feita nos meses de fevereiro e março de 2007, nos Estados Unidos, e divulgada neste mês de agosto. De acordo com o levantamento, 62% dos que assistem a vídeos online preferem esse tipo de vídeo, contra 19% que gostam mais dos feitos por amadores.
Mas há um nicho no qual existe maior equilíbrio: o de homens entre 18 e 29 anos – um dos mais visados pelos publicitários. Os vídeos amadores têm a preferência de 34%, contra 43% dos vídeos profissionais.
Esse grupo, somado ao de mulheres da mesma idade, tem outras peculiaridades. Por exemplo, é a única faixa etária adulta na qual há mais gente assistindo vídeos de humor (56%) que de notícias (43%).
São eles também os que mais participam ativamente na circulação de vídeos online, seja fazendo comentários, dando notas ou postando conteúdo. Cerca de 15% deles já disponibilizaram algum vídeo online (contra 8% no geral).
Números relativamente baixos para um universo no qual 57% dos internautas já baixaram ou assistiram a vídeos na internet (o número salta para 74% entre usuários de banda larga).
Outros dados da pesquisa:
=> 57% dos que assistem a vídeos na internet compartilham os links dos vídeos
=> 75% dos que assistem a vídeos na internet já receberam links de vídeos de outras pessoas
=> 37% dos adultos que usam internet assistem ou baixam vídeos de notícias
=> 31% dizem que assistem ou baixam vídeos de humor
=> 22% dizem que assistem ou baixam vídeos de música
=> 22% dizem que assistem ou baixam vídeos educacionais
=> 19% dizem que assistem ou baixam animações ou quadrinhos
=> 16% dizem que assistem ou baixam filmes ou programas de TV
=> 15% dizem que assistem ou baixam vídeos de política
=> 14% dizem que assistem ou baixam vídeos de esportes
=> 13% dizem que assistem ou baixam comerciais ou anúncios publicitários
=> 6% dizem que assistem ou baixam vídeos adultos
Mara Gama às 19h17
Há seis meses, o instituto de pesquisas eMarketer projetou investimentos publicitários em vídeos online na ordem de US$ 1,4 bilhão para 2008. Agora, essa projeção caiu para US$ 505 milhões.
O principal motivo do ajuste, segundo o instituto, foi a mudança de metodologia adotada nas avaliações. Ainda assim, a projeção atual representa 55,9% mais investimentos que em 2007 nos Estados Unidos.
O mercado está em expansão. E estará até, pelo menos, 2012, quando deve haver 190 milhões de expectadores só nos Estados Unidos e 3,4 bilhões de dólares investidos em publicidade, de acordo com a análise do eMarketer.
Mesmo num cenário promissor, a relutância dos anunciantes em investir pesado nesse tipo de mídia faz com que os valores projetados para 2008 correspondam a apenas 2% de todos os gastos com publicidade online previstos para o ano naquele país.
O problema que impede um maior investimento no setor ainda permanece sem solução. “Descobrir os melhores tipos de conteúdo aos quais vincular um anúncio é a grande questão. São os vídeos curtos ou os longos? São os vídeos profissionais ou podem os vídeos criados por usuários tornarem-se um porto seguro para as marcas?”, pergunta o analista sênior do eMarketer, David Hallerman.
“Entretanto, com as companhias de mídia mudando seus modelos de negócios, disponibilizando online mais e mais vídeos criados profissionalmente, a audiência e os anúncios relacionados vão crescer fortemente”, complementou em entrevista ao site Mediaweek, em 14 de agosto último.
Mara Gama às 19h02
Nos Estados Unidos, dos que lêem o jornal de sua região, 62% nunca entraram no site do mesmo. É o que revelou um levantamento da Readership Institute realizado este ano em 100 comunidades norte-americanas.
O instituto também pediu para que os leitores dessem notas para a versão online e a impressa desses jornais quanto a certas experiências:
- fornece algo sobre o que falar
- encaixa-se com seus interesses
- tem anúncios úteis
- sensibiliza e inspira
Os impressos tiveram notas mais altas que os sites em todas elas. Somente na experiência “confiança e credibilidade” é que ambas obtiveram avaliações semelhantes.
Mas se os dois meios são confiáveis e os índices de audiência online estão em alta, por que parece que pouca gente lê notícias pelo computador? Markus Prior, da Universidade de Princeton, tenta dar uma resposta em seu livro, Post-Broadcast Democracy.
Para ele, a quantidade de pessoas que busca notícias permanece constante. O que está inflando os índices é um pequeno grupo de aficionados (de 10% a 15% dos norte-americanos) que se esbalda na grande quantidade de informações oferecida pela internet e a TV a cabo.
Por outro lado, a mesma diversidade propicia distrações para aqueles que se interessam menos por política e economia, por exemplo. Em resumo, a maior parte dos leitores dos jornais vai fazer outra coisa na internet que não ler notícias.
Prior sugere, então, que os sites noticiosos ofereçam conteúdo misto para os dois tipos de público: uma enxurrada de matérias para os interessados e um punhado de informações de entretenimento e serviço para a outra parte dos leitores. Sem priorizar um ou outro.
Mais dados apontados pela pesquisa do Readership Institute:
- O hábito de leitura entre jovens de 18 a 24 anos está em lento declínio, mas está estável entre leitores com mais de 45 anos (desde medições em 2002).
- Em dias de semana, os leitores gastam 27 minutos com o jornal. Aos domingos, 57.
- Em dias de semana, os leitores consomem 60% de todo o conteúdo. Aos domingos, 62%.
- Quem tem esse hábito de leitura tem contato com o jornal, em média, cinco vezes por semana.
(Mary Nesbitt, que assina a matéria no site da instituição, pondera: “Por que [os resultados da mídia impressa] não são tão ruins, quando parece que tudo o que se ouve é sobre a morte iminente dos jornais? A resposta simples é que o abandono dos clientes leitores não chega nem perto do abandono dos clientes publicitários”.)
FONTE: Readership Institute
Mara Gama às 08h57
Flávia Siqueira às 17h19
Flávia Siqueira às 18h22
Os internautas estão mais propensos a interromper a visita de um site quando se deparam com um anúncio publicitário incômodo. É o que indica uma pesquisa encomendada pela produtora de vídeos online HowTo.tv e feita pela agência australiana Opinion Matters com 1.046 adultos (16 anos ou mais).
Cerca de 73% dos entrevistados disseram já ter interrompido a navegação de um de seus sites favoritos devido a publicidade intrusiva. Em pesquisa semelhante feita em 2007, 50% dos entrevistados afirmavam ter feito a mesma coisa.
Cerca de 60% dos entrevistados disseram ter deixado de visitar um sites devido a publicidade considerada intrusiva ou irrelevante; entre os usuários com idade entre 25 e 34 anos, esse número sobe para 70%.
Entre os anúncios incômodos estão aqueles com som alto e que são difíceis de fechar ou minimizar, além de pop-ups que tapam o conteúdo do site. Entre os principais "praticantes" desse tipo de publicidade, os entrevistados citaram sites de jogos, serviços financeiros, fabricantes e lojas de carros, lojas de utensílios domésticos e empresas da área de beleza.
Leia mais:
80% dos internautas consideram intrusivo anúncio em vídeo online [post de 24/01/2008] - Uma pesquisa feita pela empresa de marketing americana Burst Media mostra que cerca de 80% dos internautas que já viram anúncios inseridos em vídeos online (anúncios in-stream) consideram intrusivo esse tipo de publicidade. Mais da metade deles afirma que deixa de assistir ao vídeo quando se depara com um anúncio desse tipo. (...)
Flávia Siqueira às 12h58
Flávia Siqueira às 10h58
Flávia Siqueira às 15h06
Não ignorar a área de comentários e ouvir o que se diz sobre (e não apenas para) você e o veículo onde está publicado o conteúdo é essencial. Essas são as principais regras a serem seguidas pelos blogueiros segundo editores da BBC, do Channel 4 e do "The Guardian", que participaram do seminário "Learning To Talk: Blogs, Media and Accountabilty", realizado no dia 14 de julho em Londres.
Um resumo do que foi discutido está no blog da BBC, postado por Zoe Kleinman. De acordo com o texto, prestar atenção à área de comentários é especialmente importante quando os leitores apontam erros. Nesses casos, orienta o editor de blogs da BBC, Nick Reynolds, é necessário desculpar-se prontamente, ler os comentários e acompanhar a comunidade de leitores. Outro conselho é sempre responder e reconhecer a ajuda dos leitores.
Sobre a necessidade de se ouvir o que dizem sobre seu blog ou veículo, Reynolds cita o caso de uma blogueira que postou uma nota em seu blog pessoal em crítica à BBC, depois de enviar uma reclamação à rede britânica e receber uma resposta insatisfatória. Reynolds encontrou o blog por acaso e enviou o link ao editor regional, que escreveu diretamente à autora do post.
Flávia Siqueira às 17h08
Flávia Siqueira às 17h11
A Resolução nº 22.718, que define as regras para a campanha eleitoral de 2008, equipara legalmente a internet às demais mídias eletrônicas, proibidas de difundir opinião sobre candidatos. Segundo texto publicado no domingo (6) pela Folha Online, "na prática, a equiparação significa que as inúmeras ferramentas da internet --como blog, e-mail, web TV, web rádio e páginas de notícias, de bate-papo, de vídeos ou comunidades virtuais-- não poderão ser usadas para divulgar imagens ou opiniões que configurem apoio ou crítica a candidatos".
Segue o texto da Folha Online:
TSE restringe uso de internet na campanha
LILIAN CHRISTOFOLETTI
da Folha de S.Paulo
A restrição imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral ao uso da internet como instrumento de propaganda fechou as portas do mundo virtual para a divulgação de informação jornalística e de manifestações individuais sobre candidatos.
A limitação está prevista na Resolução nº 22.718, uma espécie de guia para as eleições municipais deste ano. O ponto mais polêmico é o fato de o TSE ter equiparado legalmente a internet ao rádio e à televisão, que são concessões públicas.
A legislação eleitoral proíbe a mídia eletrônica de difundir opinião favorável ou contrária a candidato e ainda de dar tratamento diferenciado aos postulantes. Já os jornais e revistas, que são empresas privadas, não sofrem restrições.
Na prática, a equiparação significa que as inúmeras ferramentas da internet --como blog, e-mail, web TV, web rádio e páginas de notícias, de bate-papo, de vídeos ou comunidades virtuais-- não poderão ser usadas para divulgar imagens ou opiniões que configurem apoio ou crítica a candidatos.
A vedação cria situações inusitadas. Um texto desfavorável a uma candidatura, por exemplo, pode ser publicado num jornal impresso, mas não pode ser reproduzido em um blog.
Até mesmo o internauta poderá ser multado se criar sites, blogs ou comunidades pró ou contra candidatos. O tribunal entende que quem não pode praticar um ato por meio próprio também não pode praticar por meio de terceiros.
Consultas
Uma consulta e um mandado de segurança foram encaminhados ao TSE para tentar esclarecer as dúvidas sobre a internet na disputa de 2008.
A consulta, assinada pelo deputado federal José Fernando de Oliveira (PV-MG), questionava o uso do e-mail, do blog, do link patrocinado (anúncio em site de busca) e de comunidades virtuais como instrumentos de propaganda.
Os ministros do TSE não chegaram a um consenso.
Enquanto o presidente da corte, Carlos Ayres Britto, defendeu a internet como um espaço de liberdade de comunicação e, por isso, não sujeita a restrições legais, o colega Ari Pargendler apresentou cerca de 45 propostas de controle da rede mundial de computação.
O TSE optou pelo voto do ministro Joaquim Barbosa, que propôs postergar a discussão para casos concretos que ainda serão levados ao tribunal.
O mandado de segurança foi iniciado pelo Grupo Estado, que criticou a equiparação da internet às empresas de radiodifusão. Sem analisar o tema, o TSE rejeitou o recurso.
Reação
Advogados de empresas jornalísticas com portais na internet criticaram a resolução.
"É uma situação absurda. Um site vinculado a um jornal ou a uma revista pertence a um grupo privado, não é uma concessão pública, não pode ser censurado", disse o advogado do Grupo Estado Afranio Affonso Ferreira Neto.
Para ele, um internauta não tem uma postura passiva diante da notícia, ele precisa "navegar" até encontrar o que busca.
O advogado Luís Francisco Carvalho Filho, da Folha, também criticou os limites impostos pela resolução. "Como cidadão, tenho o direito de expressar a minha opinião em um blog, de dizer em quem voto e de criticar candidatos." Para Carvalho Filho, a maioria das questões sobre o uso da internet na eleição serão certamente analisadas pela Justiça.
Luiz de Camargo Aranha Neto, advogado das Organizações Globo, defendeu o fim da regulamentação da internet, a exemplo do que já ocorre em outros países. "Mesmo porque uma fiscalização é impossível, você pode criar um site num provedor do exterior. Como a Justiça vai impedir?"
Para o especialista em direito eletrônico Renato Opice Blum, a tendência é, aos poucos, a legislação brasileira ser menos proibitiva com a internet. "Mais cedo ou mais tarde, nós também teremos uma regulamentação mais equilibrada."
No mês passado, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio divulgou uma portaria permitindo o uso de blog, de site e de comunidade do Orkut na eleição. Vetou o uso do e-mail.
Leia mais:
Promotoria quer punir "casos emblemáticos" (Folha de S. Paulo, 06/07/2008)
DA REPORTAGEM LOCAL
A Justiça Eleitoral terá de criar uma megaoperação se quiser punir o uso da internet na disputa eleitoral. Basta um passeio pela página do Orkut, que é um site de relacionamentos, ou do Youtube, onde qualquer pessoa pode postar um vídeo, para encontrar milhares de referências positivas ou negativas a pré-candidatos. (...)
Justiça impede a propaganda eleitoral no Orkut (Folha de S. Paulo, 06/07/2008)
DA AGÊNCIA FOLHA
Ações da Justiça Eleitoral pelo país vêm reprimindo comunidades no Orkut que promovem candidatos às eleições de outubro. A criação das páginas no site de relacionamentos é considerada propaganda antecipada. (...)
Flávia Siqueira às 12h36
Flávia Siqueira às 10h48
Mara Gama às 17h47